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Kalil defende que governo federal decrete lockdown: 'Única solução'

Alexandre Kalil criticou a politização da pandemia - Amira Hissa/Prefeitura de Belo Horizonte
Alexandre Kalil criticou a politização da pandemia Imagem: Amira Hissa/Prefeitura de Belo Horizonte

Colaboração para o UOL

07/04/2021 15h09

Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, defendeu hoje que o governo federal decrete lockdown em todo o território nacional para ajudar a combater a proliferação do vírus da covid-19. Durante entrevista à Rádio Bandeirantes, o mineiro afirmou que essa é a "única solução que temos".

O prefeito de Belo Horizonte disse que a adoção do lockdown é um poder exclusivo da presidência da República e ressaltou a importância do fechamento para diminuir a circulação do vírus.

"Tão usando essa palavra estupidamente. O lockdown só pode ser feito pelo governo federal. Nenhum prefeito ou governador tem autoridade para isso. Como que eu vou proibir que um ônibus de São Paulo entre em Belo Horizonte? Como que eu vou proibir um avião de sair do Brasil ou entrar no Brasil? Isso é assunto federal. Eu não sou inimigo dele por achar que deve ser feito isso para dar uma chance ao Brasil, pelo menos por enquanto que não há um número grande de vacinas", afirmou Kalil

"Não se pode politizar a vida. Ponto final. Ninguém é inimigo de ninguém. Se não quer fazer o lockdown, que deixem as prefeituras tentarem minimizar o sofrimento humano", continuou

O prefeito usou o exemplo da Inglaterra, que adotou por vários meses o lockdown, para mostrar a eficiência da medida. Segundo Kalil, morreram 20 pessoas no país europeu nas últimas 24 horas, enquanto aqui no Brasil o número passou de 4 mil vítimas.

"Ninguém é inimigo do presidente da República porque prega a única solução que tem, que é o lockdown. O mundo mostrou isso. É porque a Inglaterra tá abrindo. E no Brasil morreram mais de 4 mil pessoas e na Inglaterra morreram 20. Além da vacinação em massa, lá houve o lockdown", relatou.

O prefeito de Belo Horizonte também criticou a politização da pandemia e reclamou que os políticos que discordam de Bolsonaro são tratados como "inimigos".

"Existe esse lado político. Quem é contra essa única chance que há no país, é inimigo. Ele nunca fez nada comigo não, nunca me prejudicou não. Eu nunca prejudiquei o presidente da República não. Eu só acho que temos que copiar o que o mundo está fazendo. Temos que ler probabilidade, estatística, conversar com médicos. Tem médico, que foi ministro, que falou que a onda do coronavírus ia matar 800 pessoas e durar 14 dias. Tá gravado. Nós estamos matando 4 mil por dia e vamos chegar a 500 mil mortes", criticou.

Mas as críticas de Kalil não ficaram apenas no presidente da República. Governadores e prefeitos também não escaparam. Segundo o mineiro, alguns políticos usam as vacinas como forma de fazer política.

"Se não tem o Butantan, se não tem a Fiocruz, o que governador de estado vai receber vacina em aeroporto? Tudo é política. Eu não fabriquei, não custeei, não comprei, por que eu tenho que buscar essa vacina? Eu tenho que colocar no braço da população de Belo Horizonte", disse Kalil.

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