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15 dias

'Governo perdeu o timing', diz Flávio Bolsonaro sobre membros da CPI

Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) questiona membros da CPI da Covid - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) questiona membros da CPI da Covid Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

22/04/2021 08h20

Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) avaliou que o governo federal "perdeu o timing" de indicar membros para a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid. Na visão do senador, a falta de articulação resultou na escolha de nomes menos isentos. "Tem muita gente contra o governo", disse em entrevista para O Globo.

Apesar disso, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acredita que ainda há tempo para reverter a situação. Uma das saídas encontradas pelos apoiadores do governo é uma ação de suspeição pedida pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP). Para Flávio, a participação de senadores como Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA) não é ética. Calheiros deve o relator da CPI, e Barbalho foi apontado como suplente.

O questionamento é porque os filhos dos senadores governam, respectivamente, os estados de Alagoas e Pará. Flávio afirmou não ter "batalhado" para participar da CPI por ser filho do presidente. "Isso levanta suspeição, já que a CPI investigará repasse de verba federal a estados e municípios. Avalio que não seria de bom tom a CPI ter a minha presença nem a do Jader e a do Renan", completou.

Além da possível aprovação do pedido de suspeição, os aliados do governo federal possuem expectativa que haja alguma desistência voluntária da CPI. "Não dá para contarmos com isso. A possibilidade na qual mais acredito é a via judicial", ressaltou.

Sobre o ritmo da vacinação contra a covid-19 no Brasil, o senador disse não ser culpa da presidência. "Em setembro do ano passado, o governo fez um contrato de R$ 100 milhões de encomenda tecnológica com a AstraZeneca, que tem os direitos de produção e comercialização da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford", falou.

Ainda segundo o filho do presidente, o mundo todo disputa os imunizantes. "A vacina não chega na prateleira e vai para casa", disse. Na opinião de Flávio, a compra das doses era "um dilema", porque não havia aprovação da Anvisa ou responsabilização pela vacina. "Essa decisão lá atrás não foi tomada com dolo ou por incapacidade, mas com preocupação com a saúde das pessoas", afirmou.

No dia de ontem, foram registradas 3.157 mortes causadas por coronavírus no Brasil - o total de óbitos no país desde o início da pandemia é 381.687, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte. Até o momento, 13% da população brasileira recebeu ao menos uma dose da vacina.

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