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CPI da Covid vai pedir acesso a gravações das reuniões da Anvisa

Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa - Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Colaboração para o UOL, em Brasília

02/05/2021 17h40

A presidência e relatoria da CPI da Covid no Congresso Nacional vão investigar, além dos contratos assinados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as gravações dos vídeos das reuniões da diretoria da agência. Segundo Renan Calheiros, relator da CPI, os senadores vão pedir acesso ao material "o mais rapidamente possível".

O objetivo é analisar se a diretoria agiu com posicionamentos ideológicos ao decidir sobre assuntos relacionados a pandemia do novo coronavírus, "porque é importante para analisarmos as decisões e bastidores", disse.

"Esses vídeos parecem fundamentais", disse um dos senadores do colegiado ao UOL.

A relatoria e a presidência da CPI estão conversando para apreciação rápida da pauta e adiantar esse pedido dos vídeos, assim como fizeram com os requerimentos de informações. Para sustentar o pedido, eles vão se valer de um protocolo da Anvisa que obriga a gravação em vídeo de todas as reuniões da diretoria.

A ideia é que os parlamentares já tenham acesso aos vídeos na quinta-feira (6), quando o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, prestará depoimento à CPI.

353 pedidos apresentados por parlamentares aguardam que o relator os acate para levar para votação pela comissão. Já foram apreciados 342 requerimentos pela comissão.

Os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich irão comparecer à CPI na terça-feira. No dia seguinte será a vez de Eduardo Pazuello, antecessor do atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga - que, por sua vez, dará depoimento na quinta feira, mesmo dia do presidente da Anvisa.

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