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CPI mostra que governo propagou contágio, diz Costa; Heinze vê politização

Mesa diretora da CPI da Covid - Agência Senado
Mesa diretora da CPI da Covid Imagem: Agência Senado

Colaboração para o UOL

07/05/2021 18h22

O senador Humberto Costa (PT-PE), titular da CPI da Covid, acredita que os depoimentos da primeira semana da comissão, que deu início na terça-feira (4) com o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, corroboraram a tese de que o governo federal atuou intencionalmente para a disseminação do novo coronavírus no país. Já o senador governista Luis Carlos Heinze (PP-RS), suplente da comissão, enxerga uma 'CPI política'. As declarações foram feitas hoje à CNN.

Além da Mandetta, a comissão ouviu Nelson Teich, que sucedeu Mandetta e ficou menos de um mês no cargo, na quarta-feira e Marcelo Queiroga, atual ministro da Saúde, no dia seguinte.

Opositor do governo, Costa destacou que a comissão prova a tese da oposição. "Os trabalhos da CPI nesta primeira semana foram muito importantes. Tivemos depoimentos que corroboraram claramente a tese que estamos defendendo no sentido que o governo federal atuou intencionalmente para que tivéssemos um processo de ampliação do contágio no nosso país, que tivéssemos um número cada vez maior de pessoas acometidas pela doença", disse o petista.

"A julgar pelo depoimento dos (ex-) ministros Teich e Mandetta, houve sim uma atuação deliberada do governo no sentido de boicotar as principais ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, adotando práticas completamente discordantes das orientações que vêm das autoridades sanitárias de nível internacional", analisou.

Por outro lado, Heinze rebateu o petista e afirmou que o que viu durante os depoimentos é que a CPI "é política" e que tem "endereço certo". O senador do Progressistas também falou sobre o suposto "tratamento precoce" contra o novo coronavírus, mesmo não havendo nenhuma comprovação científica. Ele também afirmou que vai continuar na luta pela vacina contra a doença.

"O governo comprou mais de seis milhões de doses desses kits [intubação] e distribuiu gratuitamente a todos os estados da federação. Já temos hoje mais de 23 mil leitos de UTI renovados, recursos para todos os hospitais filantrópicos do Brasil, com recurso que o governo federal está repassando para esses hospitais. Essa ajuda vem vindo, os recursos também estão sendo liberados normalmente. Já foram liberadas mais de 72 milhões de doses e 51 milhões de brasileiros [foram] vacinados. Somos hoje o quarto país do mundo em vacinação, e vamos seguir nessa luta com a vacina inglesa, chinesa", argumentou.

Na próxima semana, a CPI deve ouvir o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, os ex-ministros Fabio Wajngarten, da Secretaria de Comunicação, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, além de representantes dos laboratórios Pfizer, Fiocruz e União Química.

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