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1 mês

Não tem comprovação, diz chefe da Anvisa sobre tratamento precoce da covid

Antonio Barra Torres disse que não fez uso de ivermectina nem cloroquina - Jefferson Rudy/Agência Senado
Antonio Barra Torres disse que não fez uso de ivermectina nem cloroquina Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Luciana Amaral, Hanrrikson de Andrade e Rafael Bragança*

Do UOL, em Brasília e São Paulo

11/05/2021 16h54Atualizada em 11/05/2021 17h32

O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, disse hoje em depoimento à CPI da Covid que não há comprovação científica sobre a eficácia do tratamento precoce contra a covid-19. Questionado na comissão do Senado, Barra Torres disse que não utilizou qualquer medicamento do chamado "kit covid".

"Não, não existe comprovação e para evitar [a doença] não usei absolutamente nada disso, não tem comprovação de uso profilático de nada disso", disse Barra Torres quando perguntado especificamente sobre o uso de ivermectina e hidroxicloroquina pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES).

Na contramão do que defende o presidente de República, Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente da Anvisa ainda disse que não fez uso de cloroquina para se tratar da covid-19 quando teve um diagnóstico positivo para a doença, em maio do ano passado.

Sobre a responsabilidade da Anvisa no uso de medicamentos sem comprovação científica para o tratamento da covid-19, como a cloroquina, Barra Torres já tinha afirmado anteriormente em seu depoimento que não é de responsabilidade da agência federal regular o procedimento off label, que consiste na prescrição médica de remédios para usos que não estão previstos em bula.

*Com Ana Carla Bermúdez, colaboração para o UOL, e Douglas Porto, do UOL

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.