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Do Val critica ida de Flávio Bolsonaro ao Patriota: Saio da política

13 nov. 2020 - Arthur do Val (Patriota) diz que prefere deixar a política a integrar partido com família Bolsonaro - RENATO S. CERQUEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO
13 nov. 2020 - Arthur do Val (Patriota) diz que prefere deixar a política a integrar partido com família Bolsonaro Imagem: RENATO S. CERQUEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Colaboração para o UOL

07/06/2021 10h05

O deputado estadual Arthur do Val ameaçou deixar o Patriota após a filiação do senador Flávio Bolsonaro. Ele e outros membros do MBL (Movimento Brasil Livre) que integram a sigla desde 2019, não concordam com a entrada da família Bolsonaro no partido. Conhecido como "Mamãe Falei", por conta de seu canal no Youtube, o parlamentar ficou em quinto lugar na disputa pela prefeitura de São Paulo e tinha como meta a candidatura a governador do estado em 2022. O presidente da república, Jair Bolsonaro, também foi convidado a integrar o partido.

Após confirmar a filiação de Flávio, o presidente do Patriota, Adilson Barroso, disse que espera uma resposta de Bolsonaro em até 15 dias. A informação foi confirmada durante uma entrevista ao Jornal O Globo, na última terça-feira.

Arthur do Val foi eleito com 500 mil votos e chegou a apoiar Bolsonaro durante a campanha de 2018. No entanto, o MBL rompeu com o presidente e já assinou até mesmo um pedido de impeachment.

"Em nenhum momento a gente vai conciliar com eles. Isso não existe. Eu prefiro sair da política do que compor com esses caras. Não existe nenhuma possibilidade, zero", diz o deputado.

A chegada da família Bolsonaro no partido não agradou outros membros da sigla como o vice-presidente, Ovasco Resende, que, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o argumento de que o presidente do partido cometeu uma série de irregularidades para favorecer a entrada do grupo de Bolsonaro. A resposta veio na última terça-feira, quando Edson Fachin negou o pedido e encaminhou o caso à Justiça comum.

Outros parlamentares também discordam da filiação.

"Não vamos ficar calados. O Adilson quer que a gente fique e apoie o Bolsonaro. Vai ter muita resistência e judicialização" diz o vereador Rubinho Nunes, de São Paulo.

Alguns descontentes já passaram a dar respostas objetivas ao partido. Gabriel Azevedo, vereador de Belo Horizonte deixou a sigla após a filiação do senador Flávio Bolsonaro. A atitude também teve consequências e o presidente do partido em Minas Gerais disse que a medida pode "comprometer as relações políticas" da legenda.

Gabriel Azevedo disse que não vê isso como um problema e passará a exercer sua função pública sem filiação partidária.

Debandadas de partidos

A chegada da família Bolsonaro para ocupar legendas já causou debandadas em outros momentos. No antigo partido, PSL, o grupo Liberal Livres deixou a sigla, presidida por Luciano Bivar, por desacordos com os ideais dos Bolsonaro.

Pouco antes da filiação do senador Flávio Bolsonaro, no Patriotas, um grupo com cerca de 2 mil filiados deixou o PMB, agora Brasil 35, após uma aproximação com o presidente. Os membros da sigla se juntaram ao PDT. Os filiados eram ligados ao coletivo do movimento negro Guerreiros do Axé. Paulo Guimarães, ex-presidente do partido de São Paulo e porta-voz do Guerreiros do Axé, disse que uma negociação com Bolsonaro foi a "gota d'água".

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