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Política

Ciro chama Bolsonaro de assassino por querer parecer que desobriga máscaras

Colaboração para o UOL

10/06/2021 19h16

O vice-presidente do PDT e pré-candidato à Presidência nas eleições de 2022, Ciro Gomes, chamou Jair Bolsonaro de "assassino" e "criminoso" hoje, após o presidente dizer que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estaria preparando um parecer para desobrigar o uso de máscaras para quem já foi vacinado.

"Criminoso! Assassino! Bolsonaro quer levar mais brasileiros à morte com suas atitudes anticientíficas. Quem já teve Covid ou foi vacinado continua sendo um possível vetor de contaminação para outras pessoas. Usar máscaras salva vidas!", escreveu Ciro Gomes nas redes sociais.

De acordo com Bolsonaro, pessoas que já foram vacinadas ou que já contraíram a covid-19 não seriam mais obrigadas a usar máscara, contrariando as recomendações de autoridades sanitárias em todo o mundo. Nas redes sociais, outros políticos também criticaram a fala do presidente.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, disse que o presidente interfere no Ministério da Saúde e que a medida é "uma demonstração clara de como o negacionismo está matando o nosso povo."

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) afirmou que está preparando um requerimento de convocação para que o ministro Marcelo Queiroga preste contas sobre a medida na Comissão de Fiscalização.

"Não é preciso decreto ou lei para ter bom senso. Não é a multa que nos faz usar máscara, mas a preocupação com a saúde dos amigos e familiares. Por isso, sugiro que sigamos seguindo a ciência. Ignorem o presidente", escreveu o parlamentar no Twitter.

Kataguiri defendeu ainda que o uso de máscara se torne "símbolo de oposição" ao presidente, que chamou de incapaz. "Quando o Congresso perceber que o país ignora as ordens de Bolsonaro e reage em protesto, começará a se mover para derrubar o assassino", disse.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou que o presidente sabota o uso de máscaras para tentar tirar o foco das quebras de sigilo de alvos da CPI da Covid, aprovadas hoje. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e o empresário Carlos Wizard foram alguns dos que tiveram o sigilo quebrado.

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