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Pesquisa: Para maioria dos jovens, pandemia influenciará voto nas eleições

Pesquisa aponta que jovens de 15 a 29 anos, em sua maioria, vão levar em conta a pandemia para votar em futuras eleições - Ascom/TSE
Pesquisa aponta que jovens de 15 a 29 anos, em sua maioria, vão levar em conta a pandemia para votar em futuras eleições Imagem: Ascom/TSE

Do UOL, em São Paulo

11/06/2021 12h16Atualizada em 11/06/2021 12h17

Uma pesquisa divulgada hoje pela Conjuve (Conselho Nacional da Juventude do Brasil) aponta que 72% dos jovens acreditam que a situação da pandemia no Brasil vai influenciar a forma como votarão em futuras eleições. Do total, 10% afirmaram que não haverá influência, enquanto 18% disseram que talvez.

O levantamento, intitulado Juventudes e a Pandemia do Coronavírus, foi respondido entre os dias 22 de março de 16 de abril deste ano por 68.114 jovens de 15 a 29 anos de todos os estados. Eles responderam a 77 perguntas distribuídas em cinco blocos temáticos: perfil sociodemográfico; saúde; educação; trabalho e renda; e vida pública.

A pesquisa ainda apontou que 53% dos jovens acreditam que os jovens estão mais atentos sobre a política devido à situação da pandemia. 16% acreditam que não e 31% disseram que talvez.

A perspectiva dos jovens na vida política, porém, ainda é baixa. Segundo a pesquisa, apenas 4% disseram que pretendem se candidatar a cargos políticos nas futuras eleições. 88% disseram que não e 8% optaram pelo talvez.

Já 31% dos jovens dizem que em 2022 pretendem apoiar alguma candidatura.

O relatório, em suas conclusões, diz ser "notável que a pandemia vem afetando a vida política das juventudes" diante dos resultados obtidos na pesquisa.

Metodologia

Segundo o relatório, foi feita uma "amostragem de conveniência (não probabilística) com monitoramento diário referenciado pela distribuição populacional de jovens para região, faixa etária, gênero e cor/raça de acordo com a Pnad Contínua 2020 (IBGE)."

Responderam ao questionário 68.114 jovens de todos os estados do país e, tendo em vista a variação no número de respostas por pergunta do questionário, "o processamento tomou por base o total de respondentes de cada questão, acolhendo assim as opiniões de jovens que, por múltiplos motivos, não puderam completar o questionário".

"Eventuais distorções amostrais foram corrigidas a partir de ponderação a posteriori, considerando a distribuição de jovens brasileiros de 15 a 29 anos em termos de Unidades da Federação e faixas etárias. Foi utilizada como referência a Pnad Contínua 2020 (IBGE) e os parâmetros utilizados na 1ª edição desta pesquisa", diz o relatório.

Não foi calculada a margem de erro de amostragem, mas segundo o relatório "a diversidade de conexões constituídas no processo amplia a diversificação de perfis e aproxima a coleta de segmentos específicos populacionais, com ampla cobertura territorial e abrangência temática".

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