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Queiroga diz que corrupção não acabou: 'Tem lei que proíbe. Resolveu? Não'

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou em entrevista que leis não impedem a corrupção no país - Jefferson Rudy/Agência Senado
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou em entrevista que leis não impedem a corrupção no país Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

11/06/2021 11h39Atualizada em 11/06/2021 11h55

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que não adianta criar leis para proibir o não uso de máscaras. Como exemplo, ele citou a corrupção no país, que não acabou, mesmo com regras constitucionais determinam seu impedimento.

As declarações foram feitas ontem, em entrevista ao programa Agora com Lacombe, da RedeTV!, no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmaou que a pasta vai desobrigar o uso de máscaras aos vacinados e recuperados da covid-19.

Somos o país da lei. Tem lei para tudo. Tem lei que proíbe a corrupção. Resolveu? Não, então uma lei para impor as pessoas usarem máscara também não resolve. O que precisamos é conscientizar as pessoas sobre medidas não farmacológicas
Marcelo Queiroga

Em defesa do presidente, Queiroga minimizou o pedido da desobrigatoriedade do uso de máscaras em meio ao recrudescimento da pandemia. Na perspectiva do gestor nacional da Saúde, a fala de Bolsonaro tem como intuito "instigar" pesquisadores brasileiros.

O presidente quer estimular a pesquisa em todas áreas. Quando o presidente, de maneira muito eficiente, chama a atenção para esse ponto das máscaras, o que ele está querendo é atrair atenção da sociedade para que se instigue o espírito de investigação de nossos pesquisadores
Marcelo Queiroga

Durante a entrevista, o ministro negou que Bolsonaro tenha feito polêmicas a respeito da supernotificação de casos de mortes, relacionadas ao coronavírus, e justificou que as falas do presidente foram baseadas em acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União).

A versão apresentada por Bolsonaro distorceu o teor do documento do TCU para lançar dúvidas sobre o impacto da covid-19 no Brasil.

Queiroga também chamou Bolsonaro de "excelente comunicador" e garantiu que o chefe do Executivo nacional está "animado" com a campanha de vacinação. No entanto, nesta semana, o presidente voltou a questionar a eficácia dos imunizantes contra a covid-19.

Promessa de vacinação total até o final de 2021

Sobre as imunizações no país, Queiroga prometeu que toda a população será vacinada contra o coronavírus até o final deste ano. O ministro também avaliou a eficácia da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Para ele, não há indícios "muito sólidos" de que a vacina não tenha efetividade, mas que, assim como todas as vacinas, talvez seja necessário faze rum reforço com uma "terceira dose".

Em contraste com o que declara o ministro, o diretor do Butantan, Dimas Covas, declarou durante uma coletiva de imprensa que a CoronaVac tem alta eficácia em idosos e que não será necessária a aplicação de uma terceira dose do imunizante.

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