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Bolsonaro chama João Doria de "traíra" e volta a atacar isolamento social

Arquivo - Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conversa com apoiadores na frente do Palácio da Alvorada - Reprodução/Foco do Brasil
Arquivo - Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) conversa com apoiadores na frente do Palácio da Alvorada Imagem: Reprodução/Foco do Brasil

Lucas Valença

Do UOL, em Brasília

18/06/2021 10h17

Em conversa com apoiadores na frente do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o "traiu". O mandatário também voltou a criticar as medidas de isolamento social adotadas por gestores estaduais e municipais para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

"Quem nunca fez coisa errada nessa vida? Eu escolhi um montão (de 'traidores') nas eleições de 2018. Tinha uns traíra ao meu lado aí", afirmou o presidente.

O presidente, porém, disse que a "preocupação" em São Paulo é com Araraquara, que tem servido como modelo para as principais medidas de isolamento social e de vacinação.

"Uma covardia o que o prefeito está fazendo lá. Agora, o povo reelegeu o cara, né?", declarou.

Bolsonaro também voltou a elevar o tom com relação às medidas preventivas contra a covid-19. Segundo ele, o "fique em casa" tem gerado problemas familiares, como violência contra crianças".

"A doença a gente sabe o que causa, mas há também o desemprego, a depressão, a miséria... Esse 'fique em casa' tem gerado problemas familiares, violência contra crianças. É só desgraça", afirmou.

O presidente também lembrou que chegou a pedir um estudo ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre a utilização de máscaras por quem já foi contaminado ou vacinado e usou como exemplo "vários estados americanos".

O nível de vacinados no país norte-americano, porém, é superior aos 12% aproximados dos que receberam a segunda dose no Brasil.

Jair Bolsonaro também voltou a atacar o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) ao dizer que "eles não invadem mais propriedade privada" pelo governo estar dando a propriedade definitiva aos produtores rurais.

"E a lei não dava porte de arma ao fazendeiro. Todo fazendeiro tem porte de arma agora e não sei porque o pessoal não quer mais invadir a área", ironizou.

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