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Renan Calheiros diz que até agora CPI comprovou todas teses de investigação

Renan Calheiros (MDB-AL) disse que a CPI provou que o governo não quis comprar vacina - Pedro França - 25.set.19/Agência Senado
Renan Calheiros (MDB-AL) disse que a CPI provou que o governo não quis comprar vacina Imagem: Pedro França - 25.set.19/Agência Senado

Colaboração para o UOL

20/06/2021 21h57

Ao fazer um balanço sobre a CPI da Covid, o relator Renan Calheiros (MDB) afirmou que todas teses de investigação foram comprovadas na comissão até agora. Ele destacou que recentemente o Ministério da Saúde admitiu que não houve invasão de hacker para lançar o programa Trate Cov, que indicava remédios sem eficácia comprovada contra covid-19.

"O Ministério da Saúde acaba de nos responder que não houve invasão de vírus no programa Trate Cov, uma mentira que já foi nos levada na CPI. Comprovamos a existência do Ministério da Saúde paralelo. Comprovamos que o governo não quis comprar vacina, que o presidente continua sem acreditar na eficácia das vacinas. Estamos indo agora, aparelhados, para adentrar na questão dos recursos, se houve desvio ou não", prometeu Renan, em entrevista à GloboNews.

O senador afirmou que, por causa dessa investigação, não faz sentido interromper a CPI agora. Isso pode acontecer por causa do recesso de julho. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), já afirmou que não pretende revogar esse recesso.

"Seria um erro brutal interromper a CPI. Não é comum interromper um processo de investigação, sobretudo com a gravidade dessa comissão. Não acredito que presidente do Senado venha a fazer essa decisão absurda. Acho até que CPI deva se insurgir contra isso", declarou o relator da comissão.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.