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Conteúdo publicado há
3 meses

Caso Marielle: Freixo diz que saída de promotoras é retrocesso irreparável

Do UOL, em São Paulo

12/07/2021 11h10Atualizada em 12/07/2021 14h04

Para o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ), a saída das promotoras do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) Simone Sibílio e Leticia Emile da força-tarefa que investiga a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes configura um "retrocesso". Freixo disse que a falta de resposta sobre a morte de uma parlamentar mulher negra "brutalmente assassinada" no exercício do mandato "é muito grave".

Retirada das promotoras de caso Marielle é um retrocesso irreparável.
Marcelo Freixo

As declarações do parlamentar foram feitas na manhã de hoje ao UOL Entrevista, conduzido pelo apresentador Diego Sarza e pelos colunistas Leonardo Sakamoto e Kennedy Alencar.

"O Brasil e o governo do Rio não deram resposta", disse Freixo, alertando que "trocaram o delegado da delegacia de homicídios responsável" pela investigação. "O Ministério Público tem que se pronunciar", afirmou. As promotoras estavam à frente do caso desde setembro de 2018. A morte da vereadora e do motorista ocorreu no dia 14 de março daquele ano.

Segundo Freixo, a saída de Sibílio e Emile da força-tarefa pode ter relação com a delação premiada da viúva do miliciano e ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, Júlia Lotufo.

Nós sabemos que existe relação direta entre a saída das promotoras e a delação da viúva do capitão Adriano da Nóbrega dono do escritório do crime e morto na Bahia. Ela ficou casada com ele durante 10 anos e faz uma delação premiada. Quer proteger alguém? Quer realmente entregar?
Marcelo Freixo

Freixo cobra explicações de Castro

Amigo da vereadora Marielle Franco, o deputado federal Marcelo Freixo fez uma transmissão ao vivo no Facebook no sábado (10) para comentar a repercussão do caso e cobrando explicações do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, do MPRJ e da Polícia Civil. A informação sobre a saída de Simone Sibílio e Leticia Emile foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pelo UOL no final de semana.

Freixo disse que, ao assumir o cargo de governador, Castro ligou para ele para comunicar que as investigações sobre o caso Marielle teriam prosseguimento garantido.

Com a saída tanto das promotoras dos cargos que ocupavam na força-tarefa quanto a do delegado Moisés Santana do caso, Freixo declarou que o governador não entrou em contato com ele nem com a família de Marielle para justificar as mudanças.

Eleições de 2022 serão históricas

Ao longo da entrevista, Freixo destacou que as eleições de 2022 serão históricas para o Brasil. Na leitura do parlamentar, o pleito do próximo ano definirá se o país vai continuar ou não com a Constituição de 1988.

Em 2022, a eleição mais importante de nossa história, que será o plebiscito da constituição de 1988. Com um país acaba com sua democracia? Rasgando a constituição. É o que o Bolsonaro faz todos os dias. Ele é um serial-killer da constituição. A vitória de Bolsonaro é o fim da constituição de 1988.
Marcelo Freixo

O deputado também voltou a criticar a gestão federal, indicando que o presidente Bolsonaro, ao longo da vida política, conseguiu vencer as disputas calcado em um discurso sobre "não ser político", o que, segundo Freixo, "é uma farsa".

Ele [Bolsonaro] está há 30 anos e elegeu a família inteira. Nenhuma família é tão política quanto a família de Bolsonaro.
Marcelo Freixo

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