PUBLICIDADE
Topo

Conteúdo publicado há
1 mês

Renan cita ajuda de internauta e gera bate-boca na CPI da Covid

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid - Pedro França/Agência Senado
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid Imagem: Pedro França/Agência Senado

Hanrrikson de Andrade e Rayanne Albuquerque

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

04/08/2021 12h17Atualizada em 04/08/2021 12h17

A sessão da CPI da Covid foi suspensa após um bate-boca gerado devido a apresentação da ajuda de um internauta pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), sobre contradições no depoimento do tenente-coronel da reserva do Exército Marcelo Blanco, ex-assessor do Ministério da Saúde, que presta esclarecimentos sobre uma possível intermediação entre a empresa Davati Medical Sypply e a pasta.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, senador Omar Aziz (PSD-AM), declara que "misteriosamente" conversas foram retiradas de contexto e que outras partes faltam na convrsa entre Blanco e Cristiano Carvalho, representante oficial da Davati.

Na sequência, Renan Calheiros disse que um internauta também havia apontado que as conversas estariam cortadas. O relator disse que em todos os momentos pode contar com a análise de internautas sobre documentos que tiveram sigilo quebrado pela Comissão.

Isso aí é da investigação, fizemos quebra de sigilo. Eu não falei de fonte de internauta, eu falei que isso foi lembrado por internautas
Renan Calheiros

Contrariado com a declaração de Renan Calheiros, a defesa do coronel Blanco questionou a fonte dos dados apresentados por Renan. O senador da base do governo, Marcos Rogério (DEM-RO), apoiou a defesa do coronel, afirmando que a situação era "grave".

Para Calheiros, as conversas cortadas sobre a negociação das vacinas junto ao Ministério da Saúde mostram que o militar mentiu. As afirmações geraram tumulto na sessão, que precisou ser suspensa por cinco minutos. Após isso, as atividades foram retomadas.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.