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TSE pede ao STF informações para investigações sobre chapa Bolsonaro-Mourão

Pedido de corregedor-geral do TSE visa atender duas investigações sobre a chapa Bolsonaro-Mourão - Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
Pedido de corregedor-geral do TSE visa atender duas investigações sobre a chapa Bolsonaro-Mourão Imagem: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

04/08/2021 11h10Atualizada em 04/08/2021 12h29

O corregedor-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luis Felipe Salomão, encaminhou ontem um pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) solicitando que a Corte compartilhe informações que possam ser úteis para investigações sobre a chapa Bolsonaro-Mourão.

O pedido visa coletar contribuições para duas ações que investigam ilegalidades em supostos disparos em massa de mensagens durante a campanha da chapa, formada pelo hoje presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), eleitos em 2018.

O ministro Felipe Salomão é o relator das ações no TSE. Nelas, investiga-se a utilização indevida de perfis falsos para propaganda eleitoral, compra irregular de cadastro de usuários, doações de pessoas jurídicas para a campanha da chapa, entre outros pontos.

O ofício foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator, na Corte, de inquéritos sobre atos antidemocráticos e difamações sistemáticas contra o Supremo e os ministros que o compõe.

No início de julho, o magistrado determinou a abertura de uma nova investigação sobre a existência de uma suposta organização criminosa que, com dinheiro público, espalha desinformação em favor do governo federal.

Em maio, foi o TSE quem atendeu a um pedido do STF, feito pelo ministro Alexandre de Moraes, para o compartilhamento de informações sobre as investigações que correm na Justiça Eleitoral e que miram a chapa Bolsonaro-Mourão.

Na última segunda-feira (2), um dia antes do envio do ofício do ministro Luis Felipe Salomão, o TSE encaminhou um pedido ao STF para que Bolsonaro seja investigado por espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas.

Bolsonaro tem afirmado, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição de 2018 e que ele teria vencido o pleito em primeiro, e não em segundo turno, como ocorreu, e defendido a necessidade da implementação do voto eletrônico nas eleições de 2022.

Na semana passada, em live, Bolsonaro reciclou mentiras para atacar a confiabilidade do voto eletrônico, em meio ao avanço investigativo da CPI da Covid, a reprovação recorde do governo e pesquisas de intenção de voto para 2022 desfavoráveis a ele.

Ao final da live, Bolsonaro não apresentou nenhuma prova para as denúncias apresentadas. Nunca houve fraude comprovada nas urnas eletrônicas desde que elas foram adotadas ainda parcialmente, em 1996.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.