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8 meses

Conjunto de absurdos eleva tensão para 7 de setembro, diz Marcelo Freixo

Colaboração para o UOL

24/08/2021 19h01

Em entrevista ao UOL News, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) falou sobre as manifestações marcadas para o feriado de 7 de setembro e o possível comparecimento em massa de policiais militares.

Segundo ele, há um investimento da extrema-direita e de grupos bolsonaristas nos atos com o objetivo de provocar na polícia um "espírito do ódio" e de "patriotismo invertido".

"O que estamos assistindo é um conjunto de absurdos que vai se aproximando do nosso dia 7 de setembro num clima de tensão máxima", disse.

"São diversos crimes cometidos, ameaças, desconstruções das relações institucionais e todas muito graves. Isso é muito ruim para a democracia", completou o parlamentar.

Na segunda-feira (23), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), comunicou o afastamento do coronel da Polícia Militar Aleksander Lacerda, que, pelas redes sociais, convocou para as manifestações pró-governo de 7 de setembro. O militar também criticou Doria, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e outros políticos.

Para Freixo, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se "alimenta de crises" e vê nos atos do próximo mês a oportunidade de seguir com essa "agenda".

"O que o Bolsonaro mais quer é o que falemos sobre o que interessa a ele", criticou. "Estamos há um mês debatendo voto impresso e STF. Não falamos da fome, de desemprego, vacina, da pandemia. Tem uma disputa de agenda em cima do governo do absurdo."

O deputado ainda disse que há "preocupação muito grande" na aproximação de policiais militares de assuntos políticos.

"Precisamos de polícia modernizada, eficiente, bem paga, controlada. Precisamos de investimento na polícia, e não da polícia envolvida em conflitos políticos. Isso não é bom em nenhum lugar do mundo."

'Críticos de Bolsonaro não deveriam marcar atos para 7/9'

Segundo Marcelo Freixo, Bolsonaro se utiliza de símbolos patriotas para "dividir" a nação e "promover o ódio". Um desses símbolos seria o feriado de 7 de setembro, Dia Independência do Brasil.

Por isso, para ele, oposicionistas do presidente da República não deveriam realizar manifestações no mesmo dia em que acontecerão as pró-governo.

"Os críticos de Bolsonaro não deveriam marcar atos para o 7 de setembro. Não é uma atitude de recua, mas de maturidade", afirmou o deputado.

"Quem é da oposição ao Bolsonaro não deve fazer ato no dia 7, faz no sábado seguinte. Deixa o dia 7 para quem quer ir com arma, quem quer promover violência, raiva e ódio."

Para Freixo, a recomendação é uma forma de evitar atribuições falsas em possíveis confrontos entre manifestantes.

"Se tiver um conflito, vão dizer que a responsabilidade é dos dois lados, e não é. Tem que haver nesse momento um ato de responsabilidade. Quem quer fazer crítica pode bater panela ou outras coisas, mas o país não precisa de mais violência."

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