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Após pedir desculpas na Câmara, ministro da Educação será ouvido no Senado

Ministro da Educação, Milton Ribeiro - Luis Fortes/Ministério da Educação
Ministro da Educação, Milton Ribeiro Imagem: Luis Fortes/Ministério da Educação

Colaboração para o UOL, no Rio

02/09/2021 13h28Atualizada em 02/09/2021 13h41

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, terá que se explicar no Senado pelas declarações que deu de que a inclusão de crianças com deficiência no ensino atrapalha outros estudantes sem a mesma condição. Ontem, em reuniões reservadas na Câmara dos Deputados, o ministro pediu desculpas pelas falas.

A ida ao Senado será na Comissão de Educação, que aprovou hoje a convocação do gestor do MEC (Ministério da Educação). Lá, ele também terá que se explicar sobre ter defendido que a universidade pública deveria ser "para poucos".

No dia 9 de agosto, Ribeiro disse que "a universidade, na verdade, deveria ser para poucos no sentido de ser útil à sociedade". Na ocasião, ele afirmou que o Brasil tem uma série de engenheiros e advogados "dirigindo Uber" por falta de colocação no mercado de trabalho".

Na mesma entrevista, o ministro usou o termo "inclusivismo" (usado em teologia) para se referir às crianças com deficiência nas escolas. Ele disse que elas "atrapalhavam" o aprendizado de outros alunos sem a mesma condição.

Ribeiro ainda defendeu a criação de turmas e escolas especializadas que atendam apenas estudantes com deficiência. O gestor do MEC também fez críticas contra a antiga norma do PNEE (Política Nacional de Educação Especial) que definia turmas mistas.

Uma semana depois, o ministro afirmou que existem crianças com "um grau de deficiência que é impossível a convivência".

As declarações foram amplamente criticadas. Ele chegou a pedir desculpa, nas redes sociais, "a quem se sentiu ofendido", dizendo que "algumas palavras foram utilizadas de forma não apropriada".

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