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Haddad nega acordo PT-PSOL por candidatura em SP: 'Perspectivas diferentes'

Fernando Haddad (à esq.) posa ao lado de Guilherme Boulos (à dir.) - Ricardo Stuckert
Fernando Haddad (à esq.) posa ao lado de Guilherme Boulos (à dir.) Imagem: Ricardo Stuckert

Do UOL, em São Paulo

26/10/2021 18h46

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) negou qualquer tipo de acordo entre o PT e o PSOL de olho na candidatura ao Palácio dos Bandeirantes nas eleições do ano que vem, durante participação na live promovida hoje pelo SindHosp (Sindicato dos Hospitais de São Paulo).

Segundo apuração da reportagem do UOL, em agosto, o PT quer tirar o pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL) da corrida ao governo de São Paulo para formar uma frente única de esquerda no estado em 2022, e colocar Haddad como eventual candidato. Em troca, o partido teria oferecido apoio a uma eventual candidatura do psolista à Prefeitura de São Paulo em 2024. A proposta está em aberto desde junho.

Isso não está no nosso horizonte. Respeito o PSOL, acho que o PSOL tem que lançar candidato, PT tem que lançar candidato. Me dou muito bem com os colegas, mas acho que são programas diferentes. E perspectivas também, né? A candidatura do Boulos está colocada. A minha está sendo discutida com outros partidos. E o respeito é muito grande. Mas não existe essa conversa acontecendo Fernando Haddad

Ao UOL, o PSOL também negou negociação e alega que os petistas não entenderam que a última eleição mostrou uma mudança de forças. Além disso, argumentam que 2024 está "muito longe".

O PT, que se acostumou a liderar o campo da esquerda nas últimas eleições, viu o PSOL começar a tomar esse espaço a partir do desempenho de Boulos na corrida paulistana no ano passado. Agora, ambos querem ter suas candidaturas para o Palácio dos Bandeirantes. E as pesquisas têm mostrado avanço dos dois partidos, com vantagem para Haddad.

Em pesquisa divulgada pelo Datafolha, em setembro, o ex-prefeito aparece com 17% das intenções de voto em um dos cenários estimulados pelo instituto, atrás do ex-governador Geraldo Alckmin e tecnicamente empatado com o também ex-governador Márcio França (PSB). Já Boulos está com 11%. Na margem de erro, essa diferença pode cair para até dois pontos.

Antecipação de campanha

Durante a live, Haddad também criticou a antecipação de campanha eleitoral feita por alguns políticos. Ele, no entanto, evitou citar nomes.

O que eu vejo hoje é que todo mundo está em campanha, inclusive quem ganhou a eleição. O cara não trabalha mais. O cara ganhou a eleição e já está pensando na outra. É de uma campanha para outra. Ganhou a eleição, trabalha, pô Ex-prefeito Fernando Haddad

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