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Presidente do PDT-SP refuta aliança com Haddad: "A menos que apoiem Ciro"

Antonio Neto, presidente do PDT-SP - Jorge Araujo/Folhapress
Antonio Neto, presidente do PDT-SP Imagem: Jorge Araujo/Folhapress

Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

16/11/2021 18h12

O presidente do PDT de São Paulo, Antonio Neto, refutou hoje uma possível aliança com o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) na sua candidatura ao governo do estado em 2022. Segundo ele, uma união teria de passar pelo apoio petista a Ciro Gomes (PDT) nacionalmente.

Em entrevista ao UOL News, programa do Canal UOL, hoje, Haddad afirmou não ver razão para não haver uma conversa entre os dois partidos. Carlos Lupi (PDT), presidente nacional do partido e ex-ministro de Lula (PT), também já falou em apoiar o ex-presidente, mas só em um eventual segundo turno.

"Essa conversa [entre PDT e PT] não tem nem como existir. Não tem razão de conversar com o PT em São Paulo para dar palanque ao Haddad, a menos que conversemos na tentativa de viabilizar a candidatura [nacional] do Ciro Gomes", afirmou Neto.

Para ele, a fala de Haddad faz parte de uma "estratégia antiga do PT de jogar névoa sobre outras alianças".

"Eles querem ser amplos, formar frente ampla, mas desde que em torno deles. [Falar em aliança] é jogar para a torcida. No PDT paulista, está muito claro o Projeto Nacional de Desenvolvimento [de Ciro], qualquer coisa longe disso é conversa", disse o pedetista.

Questionado, na entrevista, se essas possíveis negociações poderiam envolver Ciro, que, desde 2018, tem feito críticas públicas ao PT, Haddad disse que também "não teria razão para não conversar com ele".

Segundo o ex-prefeito, ele estaria mantendo conversas com Lupi. "Se não der para estarmos juntos no primeiro turno, vamos estar no segundo", disse.

Lupi adotou tom semelhante em entrevista ao UOL na semana passada. Segundo ele, caso Lula, primeiro colocado nas pesquisas para o Planalto em 2022, vá ao segundo turno e Ciro, não, o PDT ficará ao lado do petista.

Em 2018, após ficar em terceiro lugar e fora do segundo turno, Ciro viajou para Paris e não declarou voto nem em Haddad nem em Jair Bolsonaro (sem partido).

Para 2022, em São Paulo, o partido tem se aproximado do PSB, do ex-governador Márcio França, com quem Neto compôs chapa nas eleições municipais do ano passado, e do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), de saída do seu tradicional partido.

Uma aliança entre Alckmin e Ciro já chegou a ser especulada, mas o PDT diz que é preciso esperar o rumo que o ex-governador deverá tomar após deixar o PSDB —o que deve acontecer após as prévias nacionais do partido, marcadas para o próximo domingo (21).

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