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Cármen Lúcia será a relatora do inquérito sobre Milton Ribeiro no STF

Ministra do STF Carmen Lucia - Rosinei Coutinho/STF
Ministra do STF Carmen Lucia Imagem: Rosinei Coutinho/STF

Do UOL, em São Paulo

23/03/2022 19h47

A ministra Cármen Lúcia será a relatora do inquérito no Supremo Tribunal Federal que vai investigar se o ministro da Educação priorizou e deu tratamento especial a pastores durante sua gestão no MEC. A decisão foi colocada no site do Tribunal na noite de hoje.

O STF atende pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. De acordo com apuração da coluna de Carla Araújo, do UOL, o pedido ao Supremo aconteceu após diversas representações chegarem à PGR pedindo apuração de suspeitas de tráfico de influência e favorecimento a pastores evangélicos na liberação de dinheiro para prefeituras — só ontem a Procuradoria recebeu pelo menos meia dúzia de representações solicitando investigação.

Em um áudio revelado pelo jornal Folha de S.Paulo na noite de segunda-feira, Ribeiro diz que o governo prioriza prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados por dois pastores que não têm cargo e atuam em um esquema informal no MEC. O ministro disse ainda na conversa gravada que isso atendia a uma solicitação de Bolsonaro, o que depois ele negou em nota oficial divulgada ontem.

Em entrevista à Jovem Pan hoje, o ministro da Educação disse que acionou a CGU (Controladoria-Geral da União) para investigar uma denúncia anônima sobre a solicitação de propina na pasta. Segundo ele, a informação chegou a seu conhecimento em agosto de 2021.

"Quando, em agosto do ano passado, eu ouvi e recebi uma denúncia anônima a respeito da possibilidade de que eles [os pastores Gilmar e Arilton] estariam praticando algum tipo de ação não republicana, imediatamente eu procurei a CGU. E fiz um ofício em que eu noticio ao senhor ministro da CGU que houve esse tipo de indicação", afirmou.

Ribeiro também garantiu que nunca existiu "gabinete paralelo" no MEC. O chefe da pasta explicou que isso não seria possível porque, segundo ele, de 48 visitas que fez por todo o Brasil, apenas nove encontros tiveram a participação dos pastores. O ministro da Educação também negou que vá deixar o cargo.

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