PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
3 meses

Pastores atacam Lula e PT após ação do partido: 'Laço do diabo'

Do UOL, em São Paulo

05/05/2022 17h28

O pastor José Wellington Costa Junior, presidente da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil), atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o Partido dos Trabalhadores protocolar novas ações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por campanha eleitoral antecipada do presidente Jair Bolsonaro (PL). Um dos processos cita a presença do Chefe do Executivo em cultos realizados em Cuiabá.

Durante a "Reunião de obreiros", realizada nesta segunda-feira (2), José Wellington chamou Lula de "laço do diabo". O pastor também disse que houve pedidos para receber "o outro candidato" na igreja, mas que isso é impossível, porque "o inferno não tem como entrar num lugar santo".

"Alguns pastores ainda vêm trazer proposta do PT, pedir para que (a gente) receba outro candidato. Não cabe. O inferno não tem como entrar em lugar santo", disse José Wellington.

Pastores José Wellington Costa Júnior e Wellington Bezerra da Costa, com o presidente Jair Bolsonaro - Reprodução/Marcos Corrêa - PR - Reprodução/Marcos Corrêa - PR
Pastores José Wellington Costa Júnior e Wellington Bezerra da Costa, com o presidente Jair Bolsonaro
Imagem: Reprodução/Marcos Corrêa - PR

Sem citar diretamente o ex-presidente, o pastor pediu que ninguém o receba: "É laço do diabo", afirmou. José Wellington também disse que é preciso tomar uma posição, sendo impossível "ficar em cima do muro".

"Ou é ou não é. Ou somos pelos preceitos morais, ou somos contra o aborto, ou somos contra a miséria que estão pregando aí, essa ideologia de gênero, ou nós vamos colocar a nossa posição diante do Senhor Jesus e da Igreja de Deus", ressaltou.

Já o pastor José Wellington Bezerra da Costa, pai de José Wellington, disse que o PT é o "Partido das Trevas". Também criticou as falas de Lula sobre o aborto, e disse que não é possível receber "nos púlpitos" das igrejas "pessoas de caráter duvidoso".

"Admira-me que, por incrível que pareça, nós temos alguns ainda poucos pastores, tem pastor, que milita neste partido. Meus irmãos, essa gente, há poucos dias, nós ouvimos o discurso de um candidato, que publicamente disse que era a favor do aborto", afirmou.

Ação do PT cita encontro com evangélicos

As ações citam a presença de Bolsonaro em eventos religiosos com José Wellington Costa Jr., o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e a motociata com o deputado federal Major Vitor Hugo.

Na ocasião, Bolsonaro participou do "Lançamento da Marcha para Jesus" e do "Culto por Ocasião da 45ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil". Ambos os eventos aconteceram no Mato Grosso, no último dia 19 de abril.

Segundo o PT, "a verdade é que os eventos mencionados, apresentados como compromissos oficiais de Jair Messias Bolsonaro, na qualidade de chefe do Poder Executivo, serviram apenas de pretexto para mais um episódio de campanha eleitoral extemporânea".

Em sua fala no evento, José Wellington deixou claro que Bolsonaro é "o nosso pré-candidato" e que o "Deus a quem ele honra com certeza o honrará no próximo mês de outubro", mês das eleições de 2022. Além disso, declarou que a cúpula da convenção espera que Jesus Cristo dê vitória ao candidato do PL ainda no primeiro turno.

A Lei Eleitoral, por meio do artigo 36 da Lei n. 9.504/97, estabelece o início da propaganda eleitoral somente após o dia 15 de agosto do ano em que irá ocorrer a eleição. As campanhas realizadas antes deste tempo descumprem as regras previstas no texto.

Política