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Léo Índio atua para vender simulador de tiro ao governo Bolsonaro, diz site

Léo Índio é acusado de ajudar empresa a vender simuladores de tiro para o governo - Eduardo Militão
Léo Índio é acusado de ajudar empresa a vender simuladores de tiro para o governo Imagem: Eduardo Militão

Do UOL, em São Paulo

24/05/2022 18h32Atualizada em 24/05/2022 20h58

O primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (PL), Leonardo Rodrigues de Jesus, ou Léo Índio, teria participado de ação de uma empresa de simuladores de tiro para tentar vender esses produtos ao Governo Federal. As informações são da coluna de Rodrigo Rangel, no site Metrópoles. Ao UOL, a defesa de Léo Índio negou a informação e disse que jamais atuou por alguma empresa junto ao governo.

De acordo com a coluna, a empresa, chamada Davnar, estava interessada em vender seus equipamentos ao Planalto, no entanto, não haviam conseguido algum contato. Isso mudou com a presença de Rafael Moreno de Almeida, também conhecido como Rafael Guerra, na ação. Em mensagem ao UOL, Rafael Guerra afirmou que o texto da coluna "distorceu" suas palavras e não confirmou as informações.

Segundo o Metrópoles, o ex-agente penitenciário, sócio de empresa de segurança, além de amigo de Léo Índio, já conhecia os produtos da Davnar e apresentou Índio a esses. Com seu amplo contato à família de Jair Bolsonaro, o primo dos filhos do presidente ajudou na abertura de algumas portas para a empresa Davnar.

Em agosto de 2021, a corporação apresentou seus produtos à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal, conforme apontou o Metrópoles.

A coluna também afirma que Guerra, primeiramente, negou conexão com Davnar para após revelar que planejava adquirir os equipamentos para negócios próprios, e levou Índio para testá-los. Os custos, que variam entre R$70 mil e R$ 2 milhões, foram o que desencorajou o ex-agente.

"Eles vão ter que responder por isso aí. Porque não tem nada disso, distorceram completamente. O que eu falei com ele [algum dos jornalistas da coluna], o que é verdade, foi distorcido. Vamos entrar na justiça e eles vão ter que provar isso daí", afirmou Guerra.

Daynar nega atuação política junto ao governo

Em nota, a Daynar afirma que apresentou o simulador para a Polícia Federal no final de 2020 e que o encontro foi agendado pela própria empresa, sem influência de terceiros.

"A apresentação do simulador à Polícia Federal aconteceu em dezembro de 2020 e foi marcada pela própria empresa, que já se encontrava em Goiânia realizando o workshop para todas as guardas municipais de GO. Nunca utilizamos de contatos políticos para marcação de apresentação de um produto. O foco da empresa são forças de segurança, clubes de tiro e público em geral, é o nosso ramo. Não houve venda, não houve influência e o contato foi apenas técnico para apresentação do produto, que inclusive não evoluiu", informou.

O que diz a defesa de Léo Índio

Em nota à imprensa, a assessoria jurídica de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, informou que "jamais atuou para vender simulador de tiro ao governo ou qualquer outro produto".

O advogado ainda disse que seu cliente não representa e jamais representou o grupo Daynar. "[Leonardo] não facilita a entrada de qualquer empresa no governo nem representa qualquer empresa comercial, conforme conotação dada na reportagem, tampouco cria 'atalhos' para incursões no governo".

O UOL entrou em contato com o Planalto em busca de posicionamentos. Em caso de manifestações atualizaremos a matéria.

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