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1 mês

Bolsonaro: 'Com Trump estava indo muito bem. Com Biden, houve congelamento'

Do UOL, em Brasília e São Paulo

26/05/2022 13h36Atualizada em 26/05/2022 18h01

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou hoje o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e disse que, sob a gestão do democrata, houve um "congelamento" de negociações que haviam sido iniciadas com o ex-presidente Donald Trump.

"Com o Trump estava indo muito bem. Tínhamos muitas coisas combinadas para fazer aqui no Brasil. Com o Biden, simplesmente houve um congelamento", disse Bolsonaro.

"Da minha parte, não mudei a minha política com eles. Encontrei com ele no G20 e [ele] passou como se eu não existisse. Mas isso foi um tratamento para todo mundo por parte do Biden. Não sei se é a idade ou o que é, né? Pelo que eu vi, foi acertado."

Bolsonaro também comentou sua ida à Cúpula das Américas, confirmada hoje pelo Ministério das Relações Exteriores, e afirmou que vai ao evento para "fazer valer o que o Brasil representa para o mundo". A reunião bilateral com Biden também foi confirmada pelo presidente.

"Eu estava propenso a não comparecer [na Cúpula das Américas]. Eu não posso, com o tamanho do Brasil, ir lá [para] ser moldura de uma fotografia", disse Bolsonaro, referindo-se aos Estados Unidos como um país "importante".

"Junto com o Trump, nós vínhamos trabalhando o eixo econômico norte-sul. Sabemos da tecnologia deles, do potencial bélico que eles têm, o que eles representam para o mundo, a primeira economia... E também o potencial do Brasil."

Essa importância, nós não podemos abrir mão dela. Eu não vou para lá para sorrir e apertar a mão, aparecer em fotografia. Eu vou para resolver os assuntos. Jair Bolsonaro (PL), presidente da República

A Cúpula das Américas acontece em Los Angeles, entre 9 e 10 de junho.

Na terça-feira (24), o assessor especial da Casa Branca para a Cúpula das Américas, Chris Dodd, esteve pessoalmente no Palácio do Planalto para convidar Bolsonaro a participar do evento.

Uma fonte do Palácio do Planalto disse à agência Reuters que Dodd se reuniu com o presidente brasileiro para convencê-lo a participar do evento após os EUA tomarem conhecimento de que Bolsonaro não pretendia ir ao encontro.

Em declaração distribuída para a imprensa na terça-feira, o assessor especial da Casa Branca informou que Biden lhe pediu que viesse ao Brasil com um foco singular na cúpula:

"Vim para reforçar nosso apreço de longa data pela parceria profunda e importante que os dois países compartilham — construída sobre um fundamento comum da democracia, direitos humanos, prosperidade econômica, Estado de Direito e segurança."

* Com informações da Reuters

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