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2 meses

Pacheco fala sobre desaparecidos no AM: 'Ofensa gravíssima ao Estado'

Do UOL, em São Paulo

13/06/2022 15h25Atualizada em 13/06/2022 16h06

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se manifestou sobre o desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips na abertura da sessão desta tarde. Em discurso, ele disse que há um "Estado paralelo" na Amazônia, o que é "ofensa gravíssima" às instituições.

"Para além do sentimento humano da vida que se perde em atentado dessa natureza, há uma ofensa ao Estado brasileiro, às instituições, gravíssima. Nós, do Senado federal, não podemos tolerar essa atrocidade", declarou.

Ele instou as comissões da Casa a agirem para combater o crime organizado na região, incluindo o desmatamento e o garimpo ilegais.

"Precisamos ver como o Senado da República pode contribuir para o ajuste de normas e leis, com definição orçamentária, eventualmente realização de concursos públicos, o que precisar ser feito para que o Estado brasileiro esteja presente nesta região".

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) solicitou a criação de uma comissão externa para investigar o caso. De acordo com a assessoria do parlamentar, o pedido deve ser apreciado ainda hoje.

A família de Dom Phillips disse que foi informada sobre dois corpos foram encontrados hoje no Vale do Javari. Eles serão periciados para confirmar se são, de fato, o indigenista e o repórter.

Em nota, a Polícia Federal negou que eles tenham sido encontrados. De acordo com o texto, "não procedem as informações que estão sendo divulgadas a respeito de terem sido encontrados os corpos de Bruno Pereira e Dom Phillips". A nota afirma ainda que "conforme já divulgado, foram encontrados materiais biológicos que estão sendo periciados e os pertences pessoais dos desaparecidos."

Dom e Bruno sumiram no oeste do Amazonas no último dia 5. Eles partiram de barco da comunidade ribeirinha São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte, mas não chegaram até lá.

Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como "Pelado", foi preso em flagrante na última terça (7), por posse de drogas e de munição de uso restrito. Ele é suspeito de participação no desaparecimento. A defesa de Amarildo nega qualquer envolvimento.

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