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Damares defende Milton Ribeiro após prisão do ex-ministro: 'pessoa íntegra'

Damares Alves e Milton Ribeiro, quando eram ministros do governo Bolsonaro - Divulgação/MEC
Damares Alves e Milton Ribeiro, quando eram ministros do governo Bolsonaro Imagem: Divulgação/MEC

Do UOL, em São Paulo

22/06/2022 13h47

Ao contrário do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou hoje após a prisão de Milton Ribeiro que o ex-ministro "deve responder por seus atos", a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, se disse "surpresa e triste com a prisão". Ela defendeu Ribeiro e disse "acreditar em sua inocência". As declarações foram dadas à coluna do jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.

Ela afirmou que Ribeiro "sempre se mostrou uma pessoa íntegra e correta". Mas, sobre o pastor Arilton Moura, outro envolvido no escândalo do MEC e também alvo da operação de hoje da Polícia Federal, Damares emitiu opinião diferente. Ao elogiar o ex-ministro, ela disse "não posso falar o mesmo do tal pastor lobista Arilton, que na minha opinião não tem nada de pastor".

Damares afirmou ainda que Milton é uma "pessoa amada e honrada" e atribuiu aos assessores dele os possíveis crimes.

A ex-ministra deixou o cargo para ser pré-candidata ao Senado, pelo Republicanos, e passou a ter domicílio eleitoral no Distrito Federal em abril deste ano.

A operação da Polícia Federal que prendeu Milton Ribeiro investiga a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Segundo a PF, foram identificados indícios de crimes na liberação de verbas do fundo com base em documentos, depoimentos e um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União).

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