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Fachin agradece Pacheco e diz que história apontará cúmplices do populismo

do UOL, em Brasília

04/08/2022 12h18Atualizada em 04/08/2022 14h33

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Edson Fachin, agradeceu hoje (4) ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pela defesa do sistema eleitoral e disse que a história dividirá as autoridades em duas listas: os defensores da democracia e os cúmplices do "populismo autoritário''.

Ontem, Pacheco abriu a sessão de retorno do recesso legislativo com um pronunciamento no qual defendeu a legitimidade das urnas eletrônicas e elogiou os trabalhos da Justiça Eleitoral.

"Senhor presidente do Senado Federal, peço licença para expressar os mais elevados agradecimentos em nome do TSE pelo pronunciamento firme e sereno em defesa da democracia e do processo eleitoral", disse Fachin durante encerramento da sessão da Corte Eleitoral nesta quinta-feira.

"Essa atitude se deve ao fato de que, em nosso modo de ver, os anais da história escreverão no futuro os nomes em uma das seguintes duas listas: os defensores da democracia, na qual se inscreve o senhor presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e os cúmplices do populismo autoritário. Que vença a democracia, que vença a paz e a segurança nas eleições". completou.

Fachin e Pacheco não citaram nominalmente Jair Bolsonaro (PL), mas as declarações são respostas aos ataques do presidente ao sistema eleitoral.

Ontem, o presidente do Senado disse que o trabalho do TSE é "exitoso" e que terá continuidade com o ministro Alexandre de Moraes, que toma posse no dia 16.

"Como tenho repetido em minhas falas nesta Casa e fora dela, eu tenho plena confiança no processo eleitoral brasileiro, na Justiça Eleitoral e nas urnas eletrônicas, por meio das quais temos apurado os votos desde 1996. Sei que essa posição é amplamente majoritária tanto no Senado quanto no Congresso Nacional", disse Pacheco na volta do recesso legislativo.

O senador convocou a população a "aderir com convicção" o apelo de proteger as instituições democráticas e pacificar os ânimos. "Nossas instituições são fortes; mas somente permanecerão a sê-lo se continuarem a contar com a adesão convicta do corpo de cidadãos a cujo bem-estar são destinadas", pediu.