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PF faz operação para prender bolsonaristas suspeitos de ataques em Brasília

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

29/12/2022 07h43Atualizada em 29/12/2022 12h43

A Polícia Civil do Distrito Federal também participa da ação, cujo objetivo é identificar e prender bolsonaristas envolvidos na tentativa de invasão ao Edifício-Sede da Polícia Federal e em atos de vandalismo em Brasília, no último dia 12.

O que você precisa saber:

  • São cumpridos 11 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.
  • Pelo menos 4 pessoas já foram presas. Os nomes não foram divulgados.
  • 2 pessoas foram presas em RO; 1 no DF; e 1 no RJ.
  • PF diz que há relação entre os ataques, a bomba no aeroporto de Brasília e o acampamento no QG do Exército.
  • A operação acontece no DF e em sete estados: RO, PA, MT, TO, CE, SP e RJ.
  • Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)

O conjunto da investigação buscou identificar e individualizar as condutas dos suspeitos de depredar bens públicos e particulares, fornecer recursos para os atos criminosos ou, ainda, incitar a prática de vandalismo
Trecho de nota divulgada pela PF sobre a operação

Há empresários, pastores, cabeleireiros, pessoas envolvidas com garimpo e blogueiros entre os investigados. Segundo a TV Globo, três dos presos foram identificados como:

A ação foi batizada de Nero, uma referência ao imperador acusado de incendiar Roma. As investigações se dividiram da seguinte forma:

  • A PF ficou responsável por apurar a identificação dos envolvidos no ataque ao edifício-sede da corporação
  • A Polícia Civil do DF por apurar os atos de vandalismo cometidos em Brasília

Os crimes apurados são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão.

Nas redes sociais, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou a operação:

Já o atual ministro da Justiça, Anderson Torres, falou em rapidez da polícia:

O que aconteceu no dia 12?

Foi a data em que Lula foi diplomado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os ataques ocorreram após a prisão do líder indígena bolsonarista José Acácio Serere Xavante, por suspeita de ameaça de agressão e de perseguição contra o petista.

Um grupo tentou invadir o prédio para resgatar o indígena, mas foi frustrado. Ônibus e carros foram incendiados e tiveram seus vidros quebrados. Os atos se assemelharam à tática black bloc.