Agressão a Moraes: PF aguarda liberação e espera obter imagens até amanhã

A Polícia Federal ainda aguarda a liberação das imagens da agressão ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e tem a expectativa de receber os vídeos amanhã, segundo apurou o UOL. Autoridades italianas passarão as filmagens de câmeras de segurança à Interpol.

O que aconteceu

Na avaliação da alta cúpula do órgão, o processo de obtenção das imagens está sendo rápido, dada a complexidade de obter materiais de câmeras de segurança de outro país.

A Polícia Federal usa as frentes de cooperação policial internacional, pela Interpol, e também acionou o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, para acelerar o acesso.

A PF investiga os crimes de injúria, perseguição e desacato. Há também suspeita do crime de calúnia contra funcionário público, com uma pena que pode ser maior do que quatro anos, segundo apuração da reportagem.

Como é o processo para a chegada das imagens?

Moraes foi hostilizado por três brasileiros no Aeroporto Internacional de Roma, segundo as investigações da PF. O ataque ocorreu por volta das 18h45 da sexta-feira passada (no horário local, ou 13h45 em Brasília).

No domingo, a Polícia Federal já havia solicitado a preservação das imagens do aeroporto de Roma para que, futuramente, conseguisse acesso. As autoridades italianas atenderam ao pedido do órgão brasileiro.

Na segunda-feira, a PF formalizou o pedido de acesso às imagens por meio da Interpol.

Desde então, a direção do órgão conversa com os italianos para liberar os vídeos. Eles vão ser enviados à Interpol brasileira e daí para a PF. A expectativa é que esse processo seja concluído amanhã.

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Relembre o ataque

O ministro foi chamado de "bandido, comunista e comprado", conforme a investigação.

Ele estava na Itália para uma palestra. Moraes viajou com a família para participar do Fórum Internacional de Direito.

Ontem, os agentes fizeram buscas na casa dos suspeitos, o empresário Roberto Mantovani e Andreia Munarão, na cidade de Santa Bárbara D'Oeste, no interior de São Paulo.

O empresário, sua esposa e o filho Giovanni Mantovani prestaram depoimento à Polícia Federal em Piracicaba, no interior de São Paulo, ontem. Segundo a defesa dos suspeitos, Mantovani admitiu o "entrevero", mas negou que teria empurrado o rapaz —identificado como filho do ministro.

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