Conteúdo publicado há 1 mês

Deputada denuncia câmeras escondidas em apartamento alugado em Brasília

A deputada federal Dayany Bittencourt (União-CE) denunciou a instalação de câmeras escondidas em um apartamento que ela mantinha alugado, em Brasília (DF).

O que aconteceu

Os equipamentos de monitoramento foram encontrados em 28 de agosto de 2023. Na ocasião, a Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para investigar o caso, que foi tornado público agora pela própria deputada.

Peritos localizaram quatro câmeras instaladas no apartamento. De acordo com a PCDF, os equipamentos estavam em pontos como a sala do local, o quarto da deputada e em um armário que dava vista para a entrada do banheiro.

Polícia identificou os suspeitos de instalar as câmeras, mas não informou se foram presos ou indiciados. Identidades dos investigados foram mantidas em sigilo.

Deputada não foi filmada, segundo a polícia. A análise das imagens gravadas entre 21 e 28 de agosto de 2023 também aponta que Dayany não foi gravada nesse período, o que ela contesta. "O engraçado é que eu tinha acabado de sair de quarto e tinha imagem da pessoa que tinha ido lá ajeitar o banheiro. Como não tinha a minha imagem? O que estão tentando esconder? Eu não tenho nada a esconder", declarou em entrevista ao Jornal da Record.

Em nota, deputada diz que não foi dada uma "resposta firme" aos suspeitos de instalar as câmeras. "Estou tomando todas as medidas legais cabíveis para investigar e processar os responsáveis por este ato criminoso. O inquérito corria em segredo de Justiça até a última semana, para que os responsáveis pudessem ser punidos com rigor, mas, infelizmente, não obtivemos essa resposta firme contra os criminosos. Continuamos lutando por Justiça, para garantir que não tenhamos mais pessoas passando por esse tipo de violência e violação de seus direitos".

Dayany Bittencourt, que é casada com o ex-deputado Capitão Wagner, disse que a privacidade do casal foi violada. "Venho a público expressar minha profunda consternação, repúdio e revolta, diante à violação de privacidade ao qual fui vítima (...) Uma invasão à minha privacidade e à privacidade do meu esposo, algo que nunca pensamos viver, o que transformou um espaço de segurança e conforto em um cenário de constante vigilância e medo".

Os nomes dos suspeitos e da imobiliária responsável pelo apartamento não foram revelados. Por isso o UOL não conseguiu localizar suas defesas. O espaço segue aberto para manifestação.

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