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Febre amarela mata 6 em Minas, 3 na região metropolitana de BH

Fiocruz
Haemagogus, mosquito transmissor da febre amarela Imagem: Fiocruz

Júlia Marques

2018-01-11T09:43:00

11/01/2018 09h43

Minas Gerais confirmou nesta quarta-feira, 10, seis mortes no por febre amarela. O balanço da Secretaria de Estado de Saúde considera registros a partir de julho de 2017. Dos sete casos confirmados da doença no período, em apenas um o paciente foi curado. Os registros são de pessoas que não haviam tomado a vacina e com idades entre 33 e 51 anos.

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Entre as mortes registradas em Minas Gerais, três ocorreram em Nova Lima e Brumadinho, municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. O Estado ainda investiga dez relatos de infecção pelo vírus da febre amarela. Em 21 municípios mineiros, foram encontrados macacos mortos por causa da doença.

O Estado estima que oito em cada 10 pessoas estejam vacinadas, mas, em 42% dos municípios, a cobertura vacinal ainda não chega a 80%.

SP, RJ e BA fazem campanha com vacina fracionada

A campanha de vacinação contra febre amarela, que contará com a aplicação de doses normais e fracionadas da vacina, será realizada em 75 municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia entre fevereiro e março.

No total, 19,7 milhões de pessoas destes municípios nos três Estados deverão ser vacinadas na campanha, sendo 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão.

O ministro da Saúde não descartou a possibilidade de que a vacinação fracionada seja ampliada para outras cidades, caso necessário. Isso poderá ocorrer na hipótese de ter novos registros de mortes de macacos provocadas pela doença, em áreas hoje consideradas livres de risco.

A vacina fracionada tem um quinto da vacina integral. Embora com menor quantidade, seu efeito protetor é semelhante ao da dose padrão. A diferença é o tempo de proteção. Enquanto na dose padrão a imunidade é, em tese, para a vida toda, a da vacina fracionada é de 8 anos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.