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Pasta de dente e sol secam as espinhas? Veja mitos e verdades sobre o assunto

A acne, na maioria dos casos, desaparece espontaneamente por volta dos 30 anos; mas isso não é regra  - Thinkstock
A acne, na maioria dos casos, desaparece espontaneamente por volta dos 30 anos; mas isso não é regra Imagem: Thinkstock

Rosana Faria de Freitas

Do UOL, em São Paulo

05/12/2012 07h00

Cravos e espinhas. Está aí um problema que incomoda, e muito. Principalmente na adolescência: só para se ter ideia, afeta nada menos que 80% dos jovens entre 12 e 18 anos, segundo o estudo Acne: evolução da prática clínica e abordagem terapêutica, realizado entre 1996 e 2000 pelo Nantes University Hospital Center, na França.

Porém, o problema também pode aparecer na fase adulta, em pessoas que apresentam pele com tendência à oleosidade.

“A acne é uma doença crônica, inflamatória, que atinge grande parcela da população. Na maioria dos casos, desaparece espontaneamente por volta dos 30 anos, mas isso não é regra geral”, salienta o dermatologista Adilson Costa, chefe do serviço de dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

De pai para filho

A influência genética é importante, ou seja: se seus pais tiveram acne, é muito provável que você também terá. O processo começa com a produção exagerada de sebo pela glândula sebácea.

"O excesso de oleosidade obstrui o orifício que drena o líquido (sebo) para a superfície da pele, provocando infecção local. Se não ocorre inflamação, as lesões formam somente comedões, conhecidos como cravinhos; quando há inflamação, nasce a espinha com secreção purulenta e proliferação e ação de bactérias”, explica o médico Anderson Bertolini, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.

O distúrbio surge na puberdade, por causa dos hormônios sexuais que começam a ser produzidos e, em geral, atinge as meninas a partir dos 14 anos e os meninos depois dos 16. Embora possa se manifestar em qualquer parte do corpo, afeta especialmente o rosto, o tronco e as costas, que são as áreas mais ricas em glândulas sebáceas.

Em tempo: alguns remédios provocam a acne porque aumentam a produção das glândulas sebáceas. Exemplos: corticoides, vitaminas do complexo B, lítio, isoniazida e anabolizantes. Mulheres que fazem uso de pílulas anticoncepcionais também podem sofrer especialmente com a acne, embora este mesmo medicamento seja usado, em alguns casos, para tratar a doença.

Assim, a melhor conduta, sempre, é procurar o especialista para qualquer problema apresentado – e, claro, evitar a automedicação. Acompanhe, agora, mitos e verdades sobre o tema.

Tratamento

Há medicações, que o dermatologista prescreve, para acabar com a acne. O tratamento pode ser feito com medicações de uso local ou oral, dependendo da intensidade do distúrbio. No primeiro caso, são empregados produtos tópicos à base de peróxido de benzoíla, ácido salicílico, ácido retinoico ou antibióticos; já o método por via oral utiliza antibióticos ou remédios com retinoide.

O dermatologista Adilson Costa considera o retinoide oral para acne, ativo derivado da vitamina A, a isotretinoína, supereficiente, pois não só reduz o tamanho das glândulas sebáceas como modifica a composição das gorduras contidas no sebo e, com isso, reduz a inflamação. "Sem dúvida, é o melhor medicamento para curar a acne na maioria das pessoas. Mas só pode ser indicado por um médico", finaliza.

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