Quando um sinal na pele representa risco para a saúde?

Da Deutsche Welle

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    Manchas na pele podem ser sinal de que há algo errado

    Manchas na pele podem ser sinal de que há algo errado

Enquanto certos sinais de pele trazem charme ao rosto e são até cultivados, outros são causa de preocupação e consulta médica imediata, por evocar conceitos que assustam, como "melanoma" ou "câncer". Como sempre, não há nada como a informação para combater os verdadeiros perigos e banir temores injustificados.

O que são os sinais?

Manchas de pele são malformações da epiderme caracterizadas pela proliferação de células pigmentadas. Também conhecidas popularmente como pintas ou sinais, sua designação científica é "nevo", que também engloba as sardas e as manchas de velhice.

Geralmente mais escuras do que a pele circundante, essas manchas têm diversas causas possíveis, difíceis de identificar com exatidão. Entre as conhecidas estão: pré-disposição genética, exposição solar, certos medicamentos ou debilidade imunológica, assim como alterações hormonais durante a gravidez e a puberdade.

Quem está sujeito a manchas de pele?

Todas as pessoas têm sinais, tenham elas pele clara ou escura. As de pele mais clara apresentam uma média de 20 sinais, de tamanhos e cores diversos. Os recém-nascidos são, em geral, totalmente desprovidos de pintas, que vão se acumulando com a idade.

Sinais são causa de doenças?

Geralmente, não. A maioria das pessoas passa toda a vida sem qualquer problema com esses acúmulos de pigmentos. Expostos a um excesso de radiação solar, contudo, os nevos podem degenerar em células cancerosas. Os médicos da Alemanha, por exemplo, aconselham que os sinais de pele sejam examinados a cada dois ou três anos.

Quem está mais exposto ao câncer de pele?

Qualquer um pode desenvolver câncer de pele a partir de sinais degenerados. Há três fatores relevantes:

1- Cor da pele: pessoas claras são mais sujeitas.

2- Quantidade das manchas: quanto mais numerosas, maior a probabilidade de se tornarem malignas.

3- Local de residência: quem se expõe com frequência e longamente aos raios ultravioleta, eleva o risco de câncer.

Os descendentes de europeus da Austrália são as principais vítimas de câncer de pele. Ali, todos os três fatores coincidem: imigrantes brancos, com propensão genética a ter muitos sinais e que vivem numa região com alta incidência de radiação ultravioleta.

Como medida para conter o câncer de pele, em janeiro de 2015, o governo australiano até mesmo proibiu os solários. Embora a eficácia e sentido dos filtros solares esteja atualmente sob debate, eles ainda são a alternativa para passar a vida totalmente à sombra.

O que é a "regra ABCDE"?

Uma mancha de pele degenerada pode se transformar em melanoma maligno. A assim chamada "regra ABCDE" serve para avaliar o risco dessa mutação:

"Assimétrico": se o sinal tem contornos irregulares, está mais propenso a se tornar canceroso.

"Bordas": enquanto as do melanoma tendem a ser rugosas e ásperas, as bordas dos nevos benignos são, antes, lisas.

"Cor": sinais de cor uniforme, geralmente um tom único de marrom, têm mais chances de ser inofensivos. Já os melanomas costumam apresentar vários tons de marrom ou cores inusuais, como branco, vermelho e azul.

"Diâmetro": se o tamanho aumenta, é aconselhável colocar o sinal sob observação, sobretudo se tem diâmetro maior do que seis milímetros.

"Elevação" ou "evolução": a letra E engloba duas características. Sinais convexos, com elevações, devem ficar sob observação. Da mesma forma, os que "evoluem" em um ou mais aspectos, mudando de cor, tamanho ou localização. Sintomas novos, como coceira, sangramento ou formação de crosta, também soam o alarme.

Constatando-se um ou mais desses sintomas, é aconselhável consultar o dermatologista e, em caso de dúvida, mandar extrair o sinal.

Qual é a diferença entre os tipos de câncer de pele?

Variante de cor escura, o melanoma se forma quando os melanócitos, as células pigmentadas da pele, se degeneram.

O outro tipo pode tomar duas formas: o carcinoma basocelular ou basalioma, caracterizado pela superfície brilhante; e o carcinoma espinocelular ou espinalioma, cuja superfície é áspera, semelhante à das verrugas, podendo apresentar escamação.

Ambos quase sempre se formam em partes do corpo que ficaram longamente expostas a raios ultravioletas, como o crânio (pelado), rosto, antebraço, costas da mão e canela.

Quão perigoso é o câncer de pele?

O melanoma é temido por formar metástases, alastrando-se rapidamente por outras partes do corpo. Os carcinomas claros são muito mais frequentes, porém bem menos malignos. Segundo a Agência Alemã para o Câncer, quase 900 mil pacientes são tratados de câncer da pele por ano no país. No Brasil são registrados cerca de 130 mil novos casos a cada ano.

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