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"Teste rápido não será para todo mundo", diz Mandetta sobre coronavírus

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva de imprensa em Brasília - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva de imprensa em Brasília Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

28/03/2020 17h38

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse hoje, em coletiva de imprensa em Brasília, que o teste rápido para coronavírus "não é para todo mundo" e que governos estaduais e municipais devem fazer "bom uso" do dispositivo.

"Segunda-feira chega o primeiro lote de testes rápidos ao Brasil, mas aviso: não é para todo mundo. Tem critérios de utilização", anunciou Mandetta. "Não pense que você vai fazer um teste e dizer 'estou bem, tenho um certificado, vou para frente'. Não é para isso".

Mandetta comparou o teste rápido às vacinas para gripe distribuídas aos estados: "Se não [houver critério] vai acontecer igual a vacina. Nós dissemos 'vacine o idoso e o profissional da saúde', mas teve estado que me ligou em duas horas dizendo que acabou a vacina porque vacinou todo mundo".

O ministro disse que os testes serão feitos gradativamente pelo Brasil e que, "se tudo andar como a gente quer", o Ministério começará a colocar em prática na semana que vem a telemedicina.

"Vamos começar a chegar dentro da casa das pessoas, vamos fazer isso na semana que vem sem custo", afirmou.

Número de mortes

O número de mortos por coronavírus no Brasil subiu para 114, informou hoje o Ministério da Saúde. O país tem até a tarde deste sábado 3.904 casos oficiais da doença.

Desde ontem, foram registradas 19 novas mortes e 487 novos casos de covid-19. Só hoje, três pessoas morreram.

Ontem, 503 casos a mais haviam sido confirmados. Com isso, os dados de hoje representam o segundo maior acréscimo de casos confirmados de um dia para o outro desde que o Ministério da Saúde passou a contabilizar as infecções por covid-19.

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