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Coronavírus: sobe para 241 número de mortos no Brasil; 6.836 casos oficiais

DANILO M YOSHIOKA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: DANILO M YOSHIOKA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

01/04/2020 17h04Atualizada em 01/04/2020 20h44

Resumo da notícia

  • Em 24 horas, houve confirmação de 40 mortes por covid-19 e 1.119 diagnósticos; taxa de letalidade permanece em 3,5%
  • São Paulo é o estado com o maior número de mortos pela doença (136), seguido pelo Rio (23)
  • Região que mais concentra casos oficiais é o Sudeste (4.223); Nordeste vem na sequência (1.007)

O Ministério da Saúde anunciou hoje no site oficial que subiu para 241 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus no Brasil — aumento de 40 mortes em 24 horas.

A taxa de letalidade é de 3,5%. No total, são 6.836 casos oficiais confirmados no país até agora, segundo o governo — 1.119 diagnósticos em um dia.

Segundo o secretário-executivo do ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, a expectativa é que os números de casos confirmados da covid-19 e morte em decorrência da doença cresçam nos próximos dias. "Temos uma demanda reprimida de diagnósticos. Não será surpresa que ocorra um acréscimo de confirmações nos próximos dias. Estamos iniciando uma subida."

No total, as mortes relacionadas ao vírus em cada estado são: Alagoas (1), Amazonas (3); Bahia (2); Ceará (8); Distrito Federal (3); Goiás (1); Maranhão (1); Mato Grosso do Sul (1); Minas Gerais (3); Paraná (3); Paraíba (1); Pernambuco (8); Piauí (4); Rio Grande do Norte (2); Rio Grande do Sul (4); Rio de Janeiro (28); Rondônia (1); Santa Catarina (2); e São Paulo (164).

A região que mais concentra casos confirmados de covid-19, segundo o Ministério, é a Sudeste (4.223). Na sequência estão Nordeste (1.007); Sul (765); Centro-Oeste (504) e Norte (337).

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, diz que 90% das mortes por covid-19 confirmadas até hoje são de pessoas com mais de 60 anos — e a maioria das vítimas sofria de problemas no coração.

OMS projeta 1 milhão de casos

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), voltou a demonstrar preocupação com o crescimento quase exponencial no número de casos da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, no mundo.

Hoje, em entrevista coletiva, ele projetou o número de infectados confirmados que a doença alcançará nos próximos dias e falou sobra a situação da América do Sul em meio à pandemia.

"Ao entrarmos no quarto mês desde o início da pandemia da covid-19, estou profundamente preocupado com a rápida escalada e a disseminação global de infecções", considerou.

"Nos próximos dias, chegaremos a 1 milhão de casos confirmados de covid-19 e 50 mil mortes. Embora números relativamente baixos de casos covid-19 confirmados tenham sido relatados na África e na América Central e do Sul, percebemos que a covid-19 poderia ter sérias consequências sociais, econômicas e políticas para essas regiões. É essencial garantir que esses países estejam bem equipados para detectar, testar, isolar e tratar casos", acrescentou Ghebreyesus.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado no texto e reproduzido na home do UOL, o número de mortos por causa do coronavírus no Brasil subiu para 241, e não 240, como tinha divulgado inicialmente o Ministério de Saúde. Ao todo, foram 40 novas mortes em 24h, e não 39. E foram 1.119 novos casos, e não 1.121. Todas as informações foram corrigidas.

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