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Coronavírus já provocou quase 102 mil mortes pelo mundo

A pandemia do coronavírus deixa o mundo em alerta e congestiona aeroportos  - Getty Images
A pandemia do coronavírus deixa o mundo em alerta e congestiona aeroportos Imagem: Getty Images

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

10/04/2020 14h40

O alastramento do coronavírus pelo mundo já provocou 101.732 mil mortes, segundo levantamento feito em tempo real pelo Instituto Johns Hopkins até 17h13 de hoje. O maior número de óbitos foi observado na Itália: 18.849.

Os Estados Unidos vêm logo logo abaixo, com 18.022. A Espanha, por sua vez, tem 15.970.

O Brasil ocupa o 11º lugar no ranking de mortes decorrentes do covid-19, com os 1.056 registros confirmados hoje pelo Ministério da Saúde. a pasta do governo informou que foram 115 óbitos nas últimas 24 horas, e 19.638 casos oficiais em todo o país.

O instituto também se dedica a documentar casos de pessoas que se curaram do coronavírus. Até 17h, o número era de pouco mais de 372 mil em todo o mundo, com destaque para a China (77.791).

A liderança da China nesse quesito se dá por ter sido o primeiro epicentro do covid-19. Os primeiros infectados surgiram em Wuhan, na província de Hubei, em dezembro do ano passado.

O quadro rapidamente se agravou e levou ao estado de epidemia no país asiático. A curva de mortes se acentuou em janeiro, porém, no mês seguinte, os médicos chineses começaram a controlar a situação.

Paralelamente, o coronavírus foi ganhando o mundo e impactando principalmente os países da Europa. Vários casos também se sucederam nos Estados Unidos, que se tornaria o novo epicentro da doença no fim de março, e no Brasil.

Subnotificação

No Brasil, o número real de casos tende a ser maior. Isso porque os testes são realizados prioritariamente em pacientes internados nos hospitais. Pesquisas indicam que 86% das pessoas infectadas não apresentam sintomas ou têm apenas sintomas leves que podem ser confundidos com uma gripe comum.

A taxa de letalidade —que compara os casos já confirmados no Brasil com a incidência de mortes— é de 5,4%.

O Ministério da Saúde ainda não divulgou dados oficiais sobre o número de pessoas que se curaram do covid-19.

A taxa real de letalidade deve ser menor porque o país faz poucos testes. Quando há poucos casos confirmados, a taxa fica artificialmente maior. Por exemplo, se há 20 mil casos e 1.000 mortes, a letalidade é de 5%. Se são 40 mil casos com as mesmas 1.000 mortes, a letalidade cai para 2,5%.

O Brasil ultrapassa a marca de mil mortes por coronavírus cerca de um mês e meio após ser registrado o primeiro caso confirmado no país.

O primeiro caso foi notificado no dia 26 de fevereiro, um paciente de São Paulo que esteve na Itália, um dos países europeus mais afetados pelo surto da doença.

Apenas em 17 de março o Brasil registraria a primeira morte provocada pela covid-19, doença causada pelo vírus. Era um homem de 62 anos, que morreu em São Paulo.

No total, as mortes relacionadas ao vírus em cada estado são: Acre (2); Alagoas (2), Amapá (2); Amazonas (50); Bahia (19); Ceará (58); Distrito Federal (14); Espírito Santo (7); Goiás (8); Maranhão (16); Mato Grosso (2); Mato Grosso do Sul (2); Minas Gerais (17); Pará (9); Paraná (25); Paraíba (11); Pernambuco (65); Piauí (7); Rio Grande do Norte (11); Rio Grande do Sul (14); Rio de Janeiro (147); Rondônia (2); Roraima (3); Santa Catarina (18); São Paulo (540); Sergipe (4).

Errata: o texto foi atualizado
A versão inicial do texto informava que a Espanha era o segundo país com mais mortes (15.970). Na verdade, a posição é dos Estados Unidos, com 18.022 casos. O erro foi corrigido.

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