PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Ceará decide que irá prorrogar quarentena; estado é o 3º com mais casos

Pessoas utilizam máscaras de proteção na rua em Fortaleza, capital do Ceará - Ronaldo Oliveira - 8.abr.2020/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
Pessoas utilizam máscaras de proteção na rua em Fortaleza, capital do Ceará Imagem: Ronaldo Oliveira - 8.abr.2020/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

19/04/2020 08h01

O governo do Ceará deverá anunciar até amanhã (20) a prolongação da quarentena no estado, onde há mais de 3.000 casos de pessoas com o novo coronavírus. O Ceará só fica atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro na quantidade de infectados pela covid-19 no país.

A validade do decreto sobre o isolamento social no estado termina nesta segunda (20), mas o governador Camilo Santana (PT) anunciou em suas redes sociais que a determinação será renovada.

Santana, porém, não disse por mais quanto tempo. Fontes do UOL indicam que o decreto deverá ter mais 15 dias de validade. Medidas de isolamento no estado valem desde 20 de março.

"Estou definindo com nossa equipe de especialistas por quanto tempo mais essas medidas de distanciamento social vão continuar em nosso estado", escreveu. "Vidas em primeiro lugar. Sempre".

No Ceará, já foram registrados 176 óbitos, o que equivale uma taxa de letalidade de 5,6%. Se considerado todo o país, a taxa nacional é de 6,4%.

A medida de Santana vem no mesmo sentido da tomada pelo governo do estado de São Paulo. A quarentena paulista, que iria até 22 de abril, foi prorrogada até 10 de maio.

Os governos estaduais têm reforçado a necessidade de isolamento social após Jair Bolsonaro (sem partido) ter tirado Luiz Henrique Mandetta (DEM) do Ministério da Saúde.

O ex-ministro diz que o distanciamento é a única medida hoje que permite dar fôlego ao sistema de saúde para que ele não entre em colapso durante o enfrentamento da pandemia. A tese é endossada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Bolsonaro, porém, diz que o isolamento não pode afetar a economia e defende um abrandamento das restrições.

Coronavírus