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Coronavírus

Teich defende escolha de general de fora da saúde: 'Cuidará da logística'

Do UOL, em São Paulo

22/04/2020 17h49

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, anunciou na tarde de hoje que o secretário-executivo do ministério será o general Eduardo Pazuello. Durante entrevista coletiva, o titular da pasta destacou que o militar apresenta experiência em logística e pode contribuir no combate à pandemia de coronavírus.

"A impressão que tenho é que a gente tem que ser muito mais eficiente do que a gente é hoje. A gente tá falando de logística, compra e distribuição. Ele é uma pessoa muito experiente nisso. É uma pessoa que vem trazendo contribuição num momento em que a gente corre contra o tempo. Não contra o tempo em relação só à covid, mas em relação a como o país vai ficar, como o sistema de saúde vai ficar", afirmou Teich.

Até semana passada, quem ocupava o posto era o médico João Gabbardo dos Reis. Ele deixou a pasta assim como o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta e o ex-secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira. O trio aparecia recorrentemente nas entrevistas coletivas do Ministério para divulgar novos dados sobre a covid-19 no país.

Mais cedo, em entrevista ao jornal O Globo, Pazuello afirmou que auxiliará no período de transição e ficará no cargo até tudo se acalmar. Ele também declarou que deve assumir uma função administrativa dentro do ministério: "Monitoramento, logística, apoio, necessidades de transportar medicamentos, coordenação com ministérios, isso vai cair na minha mão", disse ele ao veículo.

"Acredito que ele possa de verdade ajudar a criar um programa de ajuste no crescimento compatível com a necessidade que a gente tem hoje", acrescentou Teich sobre o número 2 da pasta.

Teich participou hoje, pela primeira vez, da coletiva do Ministério da Saúde sobre atualizações de casos de coronavírus.

Aumento de casos

A pasta anunciou hoje que subiu para 2.906 o número de mortes confirmadas pelo novo coronavírus no Brasil — aumento de 165 óbitos em 24 horas. Até ontem, eram 2.741 mortes registradas.

No total, são 45.757 casos oficiais no país, segundo os dados mais recentes do Ministério, com 2.678 diagnósticos de ontem para hoje. A taxa de letalidade — que compara os casos já confirmados no Brasil com a incidência de mortes — é de 6,4%.

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