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'Ninguém está pensando em relaxar o isolamento', diz Nelson Teich

O ministro da Saúde, Nelson Teich, em coletiva - Foto: Alan Santos/PR
O ministro da Saúde, Nelson Teich, em coletiva Imagem: Foto: Alan Santos/PR

Do UOL, em Brasília e São Paulo

30/04/2020 18h39

O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou na tarde de hoje, em entrevista coletiva sobre ações de combate ao coronavírus, que não está falando em relaxar as medidas de isolamento social. Ele pregou cautela ao tratar do assunto e afirmou que a abordagem sobre flexibilizações não será de forma superficial.

"Ninguém está pensando em relaxar o isolamento, a gente está criando uma diretriz", declarou ele.

Teich observou que a diretriz não é equivalente a uma orientação ou recomendação e que é algo que deve ser pesado pela população.

"As pessoas vão ter que pensar em todas as variáveis e pontos que vão ser pensados para que alguma política possa ser desenhada em algum ponto no futuro e ter uma segurança necessária. Se liberar uma diretriz dessa soar como orientação ou recomendação isso seria muito ruim, o que não é o caso", afirmou o ministro.

Críticas à 'polarização política'

O ministro reiterou que o distanciamento social permanece como a orientação do Ministério para a população e criticou o que ele chamou de "polarização" política das medidas de enfrentamento da pandemia: "Nesse momento a gente tem uma definição clara: o distanciamento permanece como a orientação", disse.

"O que acho muito importante é que eu vejo isso muito mais como uma discussão política que uma discussão social. Se a gente não parar para olhar o que está acontecendo para tentar entender o que isso representa para a sociedade, e ficar polarizando para dizer se é bom ou ruim, isso não vai levar a nada", afirmou o ministro.

Segundo Teich, a decisão sobre relaxar ou não o isolamento social deve ser tomada com base na realidade de cada região ou cidade e não está relacionada, de forma imediata, ao número total de mortes registradas no país.

"O número de mortes adicional é muito triste, mas não é porque eu tenho essa alteração no número de mortes que uma política vai mudar. Não adianta ficar escalando quantos morrem a mais todo dia, a política não é em função disso", disse o ministro.

"A política é em função do grau de crescimento [da transmissão] e da heterogeneidade que o país tem", afirmou Teich.

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