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Doria diz que protocolo de lockdown está pronto, mas não será usado agora

João Doria (PSDB) usa máscara antes de entrevista coletiva - ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
João Doria (PSDB) usa máscara antes de entrevista coletiva Imagem: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

15/05/2020 13h08Atualizada em 18/05/2020 16h25

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que o protocolo de lockdown para o estado está pronto. Mas ele acrescentou que a medida não será adotada neste momento. A Região Metropolitana de São Paulo é a área em que a restrição a circulação de pessoas está mais próxima de ser implementada.

"Nos protocolos do comitê de Saúde, existe o lockdown local e regional. Neste momento, não será aplicado. Estamos analisando dia a dia, com cuidado, com atenção, com as informações da equipe coordenada pelo Dimas Covas [coordenador do Centro de Contingência ao Coronavírus]. Volto a repetir, o protocolo existe, está pronto, mas não será aplicado neste momento. Se houver necessidade, aplicaremos e informaremos", disse.

O UOL apurou que ainda na quarta-feira o Centro de Contingência ao Coronavírus manifestou a autoridades estaduais a necessidade de aumentar a restrição a circulação de pessoas. O alerta foi repetido na reunião do dia seguinte e surtiu efeito. Prefeitos e secretários de saúde da Região Metropolitana de São Paulo, da Grande São Paulo discutiram já falaram sobre o assunto.

O governador confirmou hoje que mantém contato diário com o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) e com os demais prefeitos da região. A possibilidade de restringir a circulação da população existe porque o protocolo internacional estabelece que o lockdown deve ser avaliado quando a ocupação das UTIs ultrapassa 90% e a taxa de infecção é superior a 1, o que significa que cada pessoa contaminada transmita a doença para mais de um indivíduo.

A ocupação dos leitos de terapia intensiva do sistema público estadual e municipal está em 84% na Região Metropolitana de São Paulo. Nos hospitais privados, a ocupação de vagas de terapia intensiva é de 95%. A taxa de infecção no estado era de 1,16 quando o isolamento social estava em 55%, porcentagem que não é atingida desde 3 de maio.

Diante das estatísticas e do alerta do Centro de Contingência, o lockdown na capital e municípios vizinhos é considerado um tema que vai amadurecer na próxima semana. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e o governador devem tratar do assunto no final de semana. Ambos entendem que a medida precisa abranger a Região Metropolitana de São Paulo para ser eficaz.

Ocorre que os prefeitos de Santo André e São Bernardo do Campo não entendem que é necessário restringir a circulação de pessoas em suas cidades. Ou ponto que precisa ser definido é quem vai capitanear a medida. O governo do estado pretende liberar as prefeituras para tomar suas decisões. Prefeitos esperam que um eventual lockdown seja coordenador por Doria.

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