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Funcionários de hospital no Rio denunciam retirada de respiradores, diz TV

9.mai.2020 - Hospital de campanha instalado no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro - Marcos Vidal/Futura Press/Estadão Conteúdo
9.mai.2020 - Hospital de campanha instalado no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro Imagem: Marcos Vidal/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

16/05/2020 16h13

Funcionários do hospital de campanha do Maracanã, no Rio de Janeiro, denunciaram a retirada de 20 respiradores da unidade para que sejam usados em outro hospital de campanha, em São Gonçalo, que será inaugurado amanhã.

Segundo reportagem exibida no RJTV, da Globo, um coordenador do hospital fez a remoção dos equipamentos, na tarde de ontem, de um total de 29 respiradores recebidos recentemente, o que prejudicou o atendimento aos pacientes internados - com algumas mortes na madrugada.

Os respiradores, essenciais para tentar salvar as vidas de vítimas em estado grave do novo coronavírus, tinham acabado de chegar ao hospital do Maracanã.

"Tanto ventiladores que ainda não estavam sendo usados quanto ventiladores que já estavam ventilando os pacientes. A gente tinha pacientes que estavam já com esses ventiladores em uso, recebendo tratamento através deles. Estes ventiladores foram retirados e colocados ventiladores mais antigos, que têm uma limitação de recursos", afirma um dos funcionários ouvidos na reportagem.

De acordo com a denúncia, parte dos ventiladores antigos à disposição do hospital não estava funcionando.

"Alguns não tinham sido testados, eram ventiladores muito antigos. A rede de suporte de oxigênio não conectava, não era possível conectar em todos, e a gente ficou muito, muito desamparado ontem", afirma uma pessoa entrevistada.

Segundo a denúncia, por causa da falta de equipamentos, médicos chegaram a ver pacientes morrendo no hospital e ficaram sem ter o que fazer.

O hospital de campanha do Maracanã foi inaugurado no dia 9 de maio, com 170 leitos, para receber pacientes de covid-19. Tinha 76 pessoas internadas até a manhã de hoje, sendo 47 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A Secretaria Estadual de Saúde respondeu à TV Globo que vai apurar o caso e que, se comprovado, vai notificar a organização social Iabas, que foi contratada pelo estado para administrar o hospital.

Segundo a secretaria, o hospital tem 87 respiradores e 200 leitos abertos, mas não foi informado se pessoas morreram nessa madrugada no hospital do Maracanã.

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