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País tem 1.188 mortes em 24h e atinge mais de 20 mil óbitos e 310 mil casos

Do UOL, em São Paulo

21/05/2020 19h29

Pela segunda vez na mesma semana, o Brasil ultrapassou mais de mil mortes em 24 horas em decorrência do novo coronavírus. Entre ontem e hoje, foram 1.188 óbitos — o maior número registrado desde o início da pandemia no país — totalizando 20.047 mortes pela doença. Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, o país também atingiu a marca de 310.087 diagnósticos, sendo 18.508 confirmados entre ontem e hoje.

Ainda segundo o ministério, 3.534 óbitos suspeitos ainda estão em investigação e 164.080 casos seguem em acompanhamento. Um total de 125.960 pacientes já se recuperaram da doença.

Anteontem, o país havia registrado pela primeira vez mais de mil óbitos entre um dia e outro: 1.179 mortes. Já ontem, a marca negativa foi atingida com a maior quantidade de casos confirmados em um dia, 19.951 diagnósticos. Os valores de hoje, com mais de 18 mil novos diagnósticos, representam a segunda pior atualização desde o início da pandemia.

100 mil casos em uma semana

No dia 14/05, há exatamente uma semana, o país registrou 202.918 diagnósticos pelo novo coronavírus. Foi a primeira vez que o Brasil ultrapassou 200 mil casos da doença. O avanço da covid-19 em sete dias aponta a velocidade do contágio da doença, que teve a primeira confirmação oficial de covid-19 em 26/02.

Desde o primeiro diagnóstico, o país levou 67 dias para atingir a marca de 100 mil casos; Em 03/05, segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados 101.227 diagnósticos da doença.

Onze dias depois, em 14/05, os mais de 200 mil casos foram registrados no país. Ou seja, em menos de um mês, o país passou dos mais de 100 mil casos para mais de 300 mil diagnósticos.

Brasil: novo epicentro da covid no mundo

Com a confirmação de 1.188 novas mortes oficializadas nas últimas 24 horas, o Brasil confirma previsão feita por estudos de que tende a se tornar um novo epicentro mundial da covid-19.

Em um momento de aceleração da pandemia, o país tem registrado mais mortes que os antigos epicentros da pandemia no mundo, onde a curva já está em queda.

O número é cerca de dez vezes maior que o da Espanha e o da França, por exemplo, que registraram, respectivamente, 110 e 109 óbitos segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Também supera amplamente a Itália (161), e é cerca de o triplo do índice do Reino Unido (363) A China, onde o novo coronavírus foi descoberto, não registrou novos óbitos.

Mesmo se somados, os novos óbitos nesses países não chegam ao total registrado pelo Brasil hoje: o número seria de 743 mortes em todos os países citados acima.

Durante a tarde, o ministro interino da Saúde general Eduardo Pazuello afirmou que a pandemia vive "nova etapa" no Brasil e que o avanço para o interior é "inevitável". Desde a chegada da covid-19 ao país, especialistas demonstram preocupação com o avanço do novo coronavírus para essas regiões, onde os sistemas de saúde não têm a mesma estrutura das capitais para o diagnóstico e tratamento de casos graves da doença.

Balanço dos estados

Com 47 óbitos, Tocantins era, até o início de maio, o estado com a menor quantidade de notificações pela doença. Num intervalo de menos de três semanas, o número de mortes saltou quase 12 vezes; em 03/05, eram 4 mortes. Hoje, foram contabilizadas 47 em todo o estado.

Já Mato Grosso do Sul manteve a mesma quantidade de óbitos de ontem, com 17 mortos pela covid no estado. Desde segunda-feira, o MS só registrou um óbito a mais. O estado tem 746 infectados, a menor taxa em todo o país.

São Paulo continua a ser o estado com maior quantidade de notificações: 73.739 diagnósticos e 5.363 óbitos.

O Rio de Janeiro, por sua vez, passou novamente o Ceará e voltou a ser o segundo estado com mais notificações, somando 32.089 casos confirmados e 3.412 mortes. Já o Ceará, agora em terceiro no ranking de mais contaminados, tem 31.413 casos e 2.161 óbitos.

Completam a lista Amazonas (25.367 casos e 1.620 óbitos) e Pernambuco (23.911 casos e 1.925 mortes).

Números não refletem as últimas 24h

Os números de diagnósticos e óbitos confirmados pelo governo entre um dia e outro não necessariamente ocorreram de ontem para hoje.

O Ministério da Saúde explica que há atrasos de até dois meses nos registros feitos pelas secretarias, provocados pela fila de testes, e que as confirmações podem refletir ocorrências desde o início da pandemia.

O UOLidentificou atrasos de mais de 50 dias para a oficialização de mortes. Do total de óbitos divulgados pelo Ministério hoje, 311 ocorrem nos últimos três dias, segundo a pasta.

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