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Crivella cita decreto de Bolsonaro para poupar igrejas de isolamento no Rio

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella - Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella Imagem: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

25/05/2020 15h52

No mesmo dia em que anunciou a manutenção do isolamento social no Rio de Janeiro por mais sete dias, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) publicou um decreto que regulamenta o funcionamento de igrejas e templos religiosos na cidade.

O decreto de Crivella cita um texto anterior do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que define templos religiosos como "atividades essenciais" para justificar o funcionamento, em edição extra do Diário Oficial do Município.

Na última semana, Crivella e Bolsonaro se reuniram em Brasília. Após o encontro, o prefeito passou a adaptar o seu discurso ao do presidente —com o qual sonha com apoio expresso nas eleições desse ano.

Desde então, ele passou a dizer que pretende reabrir parcialmente o comércio da cidade e reforçou a importância dos templos religiosos.

Em entrevista coletiva realizada hoje, Crivella ressaltou que as igrejas e templos não chegaram a ter os seus fechamentos determinados. Porém, as aglomerações em seus interiores não eram permitidas.

Por isso, cita no decreto que "organizações religiosas têm sofrido interferências e embaraços indevidos em seu funcionamento". O prefeito, no entanto, não cita quais seriam essas interferências e embaraços.

Apesar de não proibir a presença de idosos e pessoas com comorbidades em cultos, a prefeitura recomenda que essas pessoas deem preferência às celebrações realizadas online. O decreto libera o funcionamento de templos de todas as religiões.

Obrigatoriedades que o decreto prevê aos templos

  • Uso obrigatório de máscara
  • Distância mínima de 2 m entre os fieis
  • Disponibilização de álcool em gel
  • Preferência de cerimônias não presenciais a grupos vulneráveis

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