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Bolsonaro diz não querer esconder números e acha "já ter sido contaminado"

O presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva em frente ao Palácio do Planalto - Wallace Martins / Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva em frente ao Palácio do Planalto Imagem: Wallace Martins / Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

11/06/2020 19h52

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou hoje em sua live semanal nas redes sociais sobre as recentes polêmicas que envolveram a divulgação de números oficiais sobre a pandemia do novo coronavírus no Brasil por parte do Ministério da Saúde.

Bolsonaro criticou novamente a imprensa pela repercussão após o atraso na publicação dos boletins diários de casos e óbitos causados pela covid-19. E reclamou após, segundo ele, ter tido seu governo comparado a ditaduras.

Na semana passada, o governo federal passou a divulgar os números após as 22h (horário de Brasília) e também deixou de informar os números acumulados da doença no país.

"Falaram que queríamos esconder números, nos compararam a Venezuela, Coreia do Norte, ninguém quer esconder numero", disse o presidente. Bolsonaro voltou a defender que sejam divulgadas as quantidades de mortes ocorridas no próprio dia.

"Tem que falar quantos morreram no dia, a carga de antes tem que ser diluída nos dias anteriores", afirmou. "Números têm que ser mais próximos da realidade possível, se não o real. Tem que saber o que está acontecendo", completou, dizendo que a divulgação desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta na Saúde, com ênfase no total de mortes registradas nas últimas 24 horas, e não ocorridas nesse período, gerava "números fictícios".

"Gosto do Mandetta como pessoa, mas deu uma escorregada na pandemia, deu uma entrevista para a Globo. Boa sorte para o Mandetta, mas houve exagero. O objetivo era vender o pavor", afirmou.

Bolsonaro também disse que acredita já ter sido contaminado pelo coronavírus. Ao falar sobre a cloroquina, o presidente brasileiro citou o colega norte-americano Donald Trump e também a visita que fez ao presidente dos EUA em março, quando a comitiva registrou mais de 20 casos de infecção.

"Trump relatou que estava usando (cloroquina de modo) preventivo. Eu não tomei nada, não. Acho que já fui contaminado, dado a maneira. Vim do avião dos EUA para cá com 23 que pegaram", disse Bolsonaro.

Sem provas, o presidente voltou a reclamar de supostas adulterações em atestados de óbito para aumentar os dados de mortes pela covid-19 no Brasil.

"Estamos investigando, tem muito dado que chega, a população reclama, uma pessoa com problema de saúde entrou em óbito, os familiares não sabiam do vírus e aparece no óbito como covid-19. Não sei o que acontece, quem quer ganhar com isso, só pode ser ganho politico e culpar o governo federal", afirmou.

Bolsonaro voltou a fazer a acusação sem comprovação ao comparar os resultados da pandemia em São Paulo e em Minas Gerais.

"Uma coisa está errada. Levando a população de forma ponderada, estado como São Paulo, que fez quase lockdown, fechou tudo, até minha Eldorado Paulista, fechou quase tudo. E o número de óbitos por milhão de habitantes é muito maior que [o de] Minas Gerais, que fechou bem menos. Se a lógica é fechar e [ter] menos óbitos, isso não está funcionando. Os números foram inflados ou outra coisa. Isso tem que ser explicado", disse.

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