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Flávio Dino rebate Bolsonaro: "eu mesmo mostro para ele os hospitais"

O governador do Maranhão , Flávio Dino (PCdoB) - Kleyton Amorim/UOL
O governador do Maranhão , Flávio Dino (PCdoB) Imagem: Kleyton Amorim/UOL

Do UOL, em São Paulo

12/06/2020 09h34Atualizada em 12/06/2020 11h47

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), rebateu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que abre as portas dos hospitais do estado caso o chefe do Executivo deseje verificar a lotação de leitos em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Ontem, durante live, Bolsonaro, incentivou que as pessoas "arranjem um jeito" de entrar nos hospitais para checar a ocupação. Para Flávio Dino, o presidente está demonstrando ser uma pessoa "despreparada e desesperada"

"Bolsonaro não pode mandar invadir hospital e filmar locais onde estão pacientes e profissionais trabalhando. E também não pode mandar extraoficialmente nada para Polícia Federal. Se manda, tem que ser por ofício assinado. E Abin não pode investigar", escreveu DIno.

"Se Bolsonaro não fosse essa pessoa despreparada e desesperada, saberia que não precisa mandar invadir hospital. Basta verificar os boletins que os governos estaduais publicam com o número de leitos ocupados. E se ele quiser visitar os nossos hospitais, eu mesmo mostro para ele", completou.

Em sua declaração ontem, Bolsonaro pediu que as pessoas mandassem os vídeos para ele através das redes sociais. O presidente não citou os riscos sanitários de entrar nos centros médicos, especialmente, nas áreas dedicadas à covid-19, e não demonstrou preocupação com a proteção dos pacientes e das equipes que atuam diariamente nos hospitais.

"Tem um hospital de campanha perto de você, tem um hospital público, arranja uma maneira de entrar e filmar. Muita gente tá fazendo isso, mas mais gente tem que fazer, para mostrar se os leitos estão ocupados ou não, se os gastos são compatíveis ou não. Isso nos ajuda", disse o presidente.

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