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Nordeste tem 43% das mortes por covid em 24h; Brasil registra 65 mil óbitos

Agente funerário caminha em cemitério do Rio de Janeiro durante pandemia do coronavírus - Buda Mendes/Getty Images
Agente funerário caminha em cemitério do Rio de Janeiro durante pandemia do coronavírus Imagem: Buda Mendes/Getty Images

Allan Simon

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/07/2020 18h52Atualizada em 06/07/2020 20h20

O Brasil registrou mais 656 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, superando a marca de 65 mil vidas perdidas para a covid-19, revelam dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte. Dos novos óbitos, 43% ocorreram na região Nordeste (284 mortes).

A região Sudeste apareceu na segunda colocação, com 149 mortes no período, representando 23% dos registros de óbitos.

O Centro-Oeste, com 101 vítimas fatais, teve 15%. A região segue em ritmo de alta —foi a primeira vez que os números ficaram próximos ao do Sudeste, primeiro epicentro da doença no país.

Outros 11% (70 óbitos) ocorreram no Sul. A região com menos mortes divulgadas foi o Norte, com 52 vítimas e 8% do total do dia.

Segundo o consórcio de imprensa, o país tem 65.556 mortes no acumulado da pandemia. O número é maior que o anunciado mais cedo pelo Ministério da Saúde, que contabilizou 620 óbitos registrados de ontem para hoje, elevando o total a 65.487.

O acumulado de casos chegou a 1.623.284 com os 20.229 novos diagnósticos na conta do governo. Nos dados do consórcio, o número também é maior. Com 21.486 novos casos em 24 horas, o total chegou a 1.626.071.

O número de novas mortes nos dados do ministério foi menor que na segunda-feira passada, dia 29 de junho, quando a pasta anunciou 692 vítimas fatais. Os dados às segundas costumam ser mais baixos devido ao esquema de funcionamento da totalização dos números nos fins de semana.

Os dados do ministério mostraram ainda que 927.292 casos são considerados como recuperados, enquanto outros 630.505 estão em acompanhamento.

Cidades e serviços seguem planos de retomada

A partir de hoje, Fortaleza avança para a fase 3 do plano de retomada da economia. Com a reabertura de estabelecimentos, 13 setores estão autorizados a retomar 100% de trabalho presencial. Praias e calçadões também foram liberados para atividades físicas individuais.

No Rio de Janeiro, a prefeitura aplicou 132 multas a estabelecimentos comerciais e interditou cinco bares durante fiscalizações realizadas de quinta-feira (2) até a madrugada do domingo (5), o primeiro final de semana da reabertura destes locais na capital. Ao todo, a fiscalização inspecionou 180 pontos, entre bares, restaurantes e comércios.

Ainda na capital fluminense, o Detran retomou alguns serviços que haviam sido paralisados. Entre eles, primeira licença, troca de placa e comunicação de venda. Para evitar aglomerações, esses serviços serão feitos via drive-thru, ou seja, o motorista não precisa sair do carro.

Já o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan (PSDB), publicou novas medidas de restrição depois que a cidade viu o número de casos de coronavírus aumentar. O texto determina iniciativas como o fechamento de parques e ampliação das limitações de funcionamento do comércio - supermercados, por exemplo, só podem receber 50% da capacidade.

A Azul informou que oito cidades do Brasil voltarão a receber voos no próximo mês, quando a companhia deve operar 303 voos diários. São elas: Vitória da Conquista (BA), Dourados (MS), Presidente Prudente (SP), Campina Grande (PB), Governador Valadares (MG), Juiz de Fora (MG), Ilhéus (BA) e Joinville (SC).

Prefeito de Manaus se recupera em hospital

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), postou uma foto no hospital em que está internado há cerca de uma semana. Hoje, ele usou seu perfil no Twitter para falar sobre a recuperação da covid-19.

Prefeito de Manaus posta foto em hospital onde se recupera de covid-19 - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), posta foto em hospital onde se recupera de covid-19
Imagem: Reprodução/Twitter

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.