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OMS muda versão e diz que não soube da covid-19 por autoridades chinesas

OMS alega, desde os primeiros casos de covid-19 pelo mundo, que não houve tentativa de "esconder" o surto - WHO/P. Virot
OMS alega, desde os primeiros casos de covid-19 pelo mundo, que não houve tentativa de "esconder" o surto Imagem: WHO/P. Virot

Do UOL, em São Paulo

06/07/2020 15h37

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alterou recentemente o cronograma de descobertas a respeito do coronavírus e informou que ouviu falar sobre a covid-19 pela primeira vez pela internet, graças ao relatório de uma empresa chinesa, e não por autoridades da China, como havia publicado inicialmente.

Segundo a emissora norte-americana "Fox News", as alterações teriam sido feitas em 29 de junho.

O portal da OMS mantém a informação de que, em 31 de dezembro de 2019, "representantes da OMS na República Popular da China receberam uma declaração da Comissão Municipal de Saúde de Wuhan sobre casos de 'pneumonia viral' na cidade", mas acrescenta que "a plataforma de inteligência de código aberto da OMS recebeu um relatório da agência chinesa Finance Sina sobre o quadro em Wuhan, atribuída a uma 'pneumonia de causa desconhecida'".

Tanto a OMS quanto o governo chinês alegam, desde os primeiros casos de covid-19 pelo mundo, que não houve tentativa de "esconder" o surto.

A Organização Mundial da Saúde não respondeu aos questionamentos da Fox News sobre as mudanças no cronograma.

Em comunicado publicado pelo Business Insider, a OMS diz que a nova linha do tempo "fornece mais detalhes" sobre os primeiros dias da crise que, desde janeiro, matou mais de meio milhão de pessoas no mundo.

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