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Covid-19: SP espera por vacina para definir retomada de grandes eventos

Para Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência de São Paulo, eventos com grandes aglomerações "serão, no mínimo, para a fase azul" do plano de retomada - Nelson Antoine/UOL
Para Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência de São Paulo, eventos com grandes aglomerações "serão, no mínimo, para a fase azul" do plano de retomada Imagem: Nelson Antoine/UOL

Do UOL, em São Paulo

14/07/2020 13h43

A pandemia do novo coronavírus colocou em risco diversos eventos de grande porte no Brasil. E até mesmo datas que festivas parecem distantes, como Réveillon ou o próximo Carnaval, estão em xeque.

De acordo com o médico Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no estado de São Paulo, as medidas de combate à pandemia no estado têm viabilizado a volta de eventos menores em determinadas fases do chamado Plano São Paulo, a programação para reabertura social e econômica das cidades paulistas. No entanto, para eventos maiores, a situação é imprevisível antes do desenvolvimento de uma vacina.

"O Centro de Contingências já discutiu a questão dos eventos (menores). São eventos com entrada controlada, com limite de capacidade reduzida, a partir da situação verde (quarta das cinco fases do Plano São Paulo). Megaeventos, onde não há controle de quantas pessoas participam, e há definitivamente uma aglomeração enorme, não estão na visão próxima do Centro de Contingência", disse Menezes.

"Serão, no mínimo, para a fase azul (última das cinco fases do Plano São Paulo), e não para a situação que temos próxima, nas próximas semanas ou meses. Eu diria que é compreensível a necessidade de planejamento desses eventos, mas frente à situação que temos hoje da pandemia, da ameaça de transmissão na população aqui no estado de São Paulo, não é algo que o Centro de Contingências considere possível neste momento", acrescentou.

Para João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingências, "esse tema tem uma dependência muito grande da situação da vacina".

"Vai depender muito de que momento a vacina poderá estar disponível — pelo menos para a população de maior risco", afirmou o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde.

A postura das autoridades de São Paulo não é inédita. No final de maio, por exemplo, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), já havia demonstrado incerteza a respeito do Carnaval 2021 no estado enquanto não for desenvolvida uma vacina contra a covid-19.

"Nada está decidido, mas acho pouco provável não só Carnaval, mas Réveillon ou qualquer outra festa de aglomeração no Brasil e no mundo", disse Costa à época, em entrevista à CNN Brasil.