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Conteúdo publicado há
7 meses

Brasil passa das 78 mil mortes por coronavírus; RJ não divulga dados

Túmulos recém-escavados no cemitério São Francisco Xavier durante o surto de doença de coronavírus (COVID-19), no Rio de Janeiro - Ricardo Moraes/Reuters
Túmulos recém-escavados no cemitério São Francisco Xavier durante o surto de doença de coronavírus (COVID-19), no Rio de Janeiro Imagem: Ricardo Moraes/Reuters

Do UOL, em São Paulo

18/07/2020 19h34

O levantamento do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte apontou que o Brasil chegou a 78.817 mortes por coronavírus — sendo 885 novos registros desde o boletim de ontem. Por problemas técnicos, o Rio de Janeiro não divulgou atualização hoje à noite.

A ausência de dados do RJ mascarou o aumento de mortes no Sudeste. Sem os dados fluminenses, os números da região tiveram queda de 2% na chamada média móvel dos últimos sete dias.

As regiões Sul e Centro-Oeste são as com maior variação da média móvel de óbitos. A alta no Sul em uma semana foi de 78%; no Centro-Oeste, de 27%. Embora Rondônia não tenha divulgado seus dados, a região Norte segue com declínio de registros de óbitos: 15% (ontem, a queda era de 21%).

O Nordeste, região que não teve dados computados do Piauí hoje (a secretaria não havia informado o total das últimas 24 horas até as 20h), a queda foi de 11%, seguindo a tendência semanal.

Segundo o levantamento, os casos contabilizados são 2.075.246 desde o início da pandemia, com alta de 26.549 nas últimas 24 horas.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a secretaria de saúde do estado do Rio de Janeiro relatou dificuldades para realizar a exportação de dados e decidiu repetir o mesmo dado de ontem. O governo também declarou que Mato Grosso identificou duplicidades no boletim de ontem que foram corrigidas hoje.

O Rio de Janeiro segue com 11.919 mortes e 135.230 casos desde ontem. O estado é o segundo com mais óbitos e o quarto em infecções no total.

Dados do Ministério da Saúde

Já o Ministério da Saúde informou hoje que o Brasil teve 921 novas mortes em decorrência do coronavírus nas últimas 24 horas. São 78.772 óbitos desde o início da pandemia —a primeira morte foi registrada em março.

Hoje foi a primeira vez desde segunda-feira (13) que o governo registrou menos de mil novas mortes diárias por conta da doença. No entanto, o número de óbitos divulgados diariamente permanece alta —o Brasil é o país com mais registros de óbitos em 24 horas no mundo hoje.

Já o número total de casos é de 2.074.860, segundo a pasta. Nas últimas 24 horas, o país detectou 28.532 novas infecções desde o boletim de ontem. O Brasil chegou a 1.342.362 pacientes recuperados, enquanto mais de 653 mil seguem em acompanhamento.

Recorde no mundo

Mais cedo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que número de novos infectados pela covid-19 bateu, ontem, recorde em todo o mundo: 237,7 mil casos foram confirmados nas últimas 24 horas.

Até então, o maior número de novas infecções diárias havia acontecido no domingo passado, com 230 mil testes positivos. No balanço recente, foram contabilizadas 5,6 mil mortes.

O novo recorde foi "puxado" por EUA (77 mil casos), Brasil (34 mil casos), Índia (35 mil casos) - três países mais afetados pela pandemia.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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