Topo

Esse conteúdo é antigo

Média diária global de casos de covid-19 bate recorde, mostra universidade

Funcionários de cemitério com roupa de proteção durante enterro de vítima da Covid-19 em Nova Iguaçu (RJ) - PILAR OLIVARES
Funcionários de cemitério com roupa de proteção durante enterro de vítima da Covid-19 em Nova Iguaçu (RJ) Imagem: PILAR OLIVARES

Do UOL, em São Paulo

26/07/2020 13h19

A pandemia do coronavírus segue batendo recorde de casos. Na última semana, de acordo com os números levantados pela Universidade Johns Hopkins, que fica nos Estados Unidos e publica constantemente balanços do mundo todo referentes a diagnósticos confirmados e mortes pela covid-19, foi registrada média superior a 250 mil novos casos diários da doença. É maior marca já observada.

Nos últimos sete dias, além da média recorde, foram registrados o maior número de casos em um único dia (282 mil) e três dias com mais de 280 mil novos casos registrados, algo inédito.

Nos últimos sete dias, o gráfico da universidade aponta 1,7 milhão de novos casos. Com isso, a média ficou em 250,6 mil diagnósticos por dia.

Há duas semanas, registrou-se pela primeira vez uma média superior a 200 mil casos, quando houve 1,45 milhão de novos diagnósticos e a média chegou a 208,2 mil por dia.

gráfico Johns Hopkins - Reprodução - Reprodução
Gráfico de casos diários da Universidade Johns Hopkins
Imagem: Reprodução

Entre 11 e 18 de julho, a média foi de 224 mil casos por dia —1,57 milhão no total.

A marca vem puxada por dias com recorde de casos no Brasil e nos Estados Unidos, que lideram tanto nos diagnósticos, quanto nas mortes.

No total global, já são 16 milhões de casos, com 645 mil mortes.

América Latina supera EUA e Canadá

Segundo levantamento da agência Reuters, a América Latina passou pela primeira vez os números combinados de casos de Canadá e Estados Unidos, nos dados absolutos da covid-19.

Brasil, México, Peru, Colômbia e Argentina puxam os números. Segundo o levantamento, o bloco de países responde por 26,83% dos casos neste momento (4,327 milhões contra 4,308 milhões dos norte-americanos).

Brasil bate recordes

O Brasil registrou a sua pior semana epidemiológica desde o início da pandemia, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados ontem. Entre os dias 19 e 25 de julho, foram 7.677 mortes e 319.653 casos confirmados da doença. O país está com média móvel de 1.097 mortes.

Na quarta-feira (22), houve o recorde de diagnósticos em 24 horas: 67.860 infecções. O maior número de casos confirmados entre um dia e outro no país havia sido em 19 de junho, com 54.771 infectados. Já ontem foram 51.147 novos casos e 1.211 novos óbitos.

Desde a terça-feira, o registro de novos óbitos se manteve acima de mil: foram 1.367 mortes em 21 de julho, 1.284 no dia 22, 1.311 no dia 23 e 1.156 no dia 24. Ocorreu um salto em relação à semana anterior, que havia apresentado a maior quantidade de mortes: 7.307.

Os Estados Unidos têm registrado alto índice de casos, superando em alguns dias a marca de 70 mil. Ontem, o país confirmou 74.818 novos casos, com 1.145 óbitos em 24 horas.