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Coronavírus

Doria rebate Bolsonaro e diz que Brasil precisa de 'paz, amor e vacina'

Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) - DEYVID EDSON/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) Imagem: DEYVID EDSON/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

19/10/2020 14h08

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu na tarde de hoje declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que afirmou que o tucano "está se intitulando médico do Brasil".

"Quero agradecer ao presidente Bolsonaro me qualificando como 'médico do Brasil', porque confio no médico e ontem foi Dia do Médico. Portanto, qualquer referência a mim, ainda que não seja médico, mas como tal, me distingue, porque acredito nos médicos. É o que temos feito, confiar nos médicos e na ciência para todas as medidas que adotamos na proteção a vidas e agora na vacina", declarou Doria durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

O governador ainda afirmou que politizar a vacinação não é o melhor caminho e que o país precisa de "paz, união e vacinas".

O que mais precisamos, nesse momento, no Brasil é de paz, união e vacinas. Com paz, entendimento, união, convergência para proteção, vamos salvar milhares de vidas.
João Doria, governador de São Paulo

"Enquanto não estivermos com vacina, cerca de 700 brasileiros estarão perdendo a vida todos dias. E milhares serão infectados. Temos que ter olhar construtivo e positivo pela vacina. E considerar velocidade, resguardados aspectos da ciência para sua aprovação", completou Doria.

Mais cedo, em conversa com apoiadores no Planalto, Bolsonaro afirmou que o governo federal não obrigará a população a tomar a vacina contra o coronavírus.

"Meu ministro [da Saúde, Eduardo Pazuello] já disse claramente que não será obrigatória essa vacina e ponto final. Tem um governador aí que está se intitulando o médico do Brasil dizendo que ela será obrigatória. Repito que não será", afirmou Bolsonaro.

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