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Aumento de casos de covid-19 causa segundo lockdown na Inglaterra

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson - Toby Melville/Reuters
Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson Imagem: Toby Melville/Reuters

Do UOL, em São Paulo

31/10/2020 16h33Atualizada em 31/10/2020 22h02

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou hoje o segundo lockdown na Inglaterra depois de o Reino Unido ter ultrapassado a marca de 1 milhão de casos de covid-19 e no momento em que uma segunda onda de infecções ameaça sobrecarregar o serviço de saúde do país. O Reino Unido tem mais de 46.500 mortes causadas pela covid-19, o nível mais alto na Europa.

A restrição na Inglaterra deve entrar em vigor na próxima quinta-feira (5) e vai até o dia 2 de dezembro. As medidas devem ser debatidas e votadas na quarta-feira (4) pelo Parlamento.

Estas medidas só afetam a Inglaterra, porque cada um dos quatro países que formam o Reino Unido decide suas políticas sanitárias. Os mais de 3 milhões de habitantes do País de Gales já voltaram ao confinamento há uma semana. A medida terá duração de 17 dias.

Também hoje, os governos da Áustria e de Portugal anunciaram um novo lockdown. Durante a semana, França e Alemanha também anunciaram medidas restritivas para tentar conter o avanço da doença.

O que deve funcionar

Lojas essenciais, escolas e universidades continuarão abertas, disse Johnson. Pubs e restaurantes serão fechados, a não ser para delivery. Todo o varejo não essencial irá fechar.

Segundo as medidas, as pessoas só poderão deixar suas casas por motivos específicos como educação, trabalho, exercícios, compras essenciais e de remédios ou para cuidar de vulneráveis.

"Agora é o momento de adotar ações porque não há alternativa", disse Johnson, ao lado de seu chefe médico, Chris Whitty, e de seu assessor científico, Patrick Vallance.

Críticas ao governo

A adoção de medidas mais restritivas por Johnson aconteceu depois que cientistas alertaram que o surto estava indo na direção errada e que era necessário agir para conter a disseminação do vírus para que as famílias possam ter esperanças de se reunir no Natal.

Johnson foi criticado por oponentes políticos por agir muito lentamente para o primeiro lockdown nacional, que se estendeu de 23 de março a 4 de julho. Ele teve covid no final de março e foi hospitalizado no início de abril.

(Com agências de notícias)

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado no texto e destacado na home-page, o lockdown é apenas na Inglaterra, e não em todo o Reino Unido. A informação foi corrigida.

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